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A franquia Mother

Antes de mais nada, quero dizer que essa coluna é pessoal. Ela retrata o meu pensamento, o meu sentimento, o meu vivenciar da série Mother. Dito isso, dividi esse texto em alguns tópicos onde abordarei todos os jogos e pontos importantes da franquia. Espero que goste.

Criação: Shigesato Itoi é um famoso japonês que faz de tudo um pouco. Ele é escritor, roteirista, dublador e também é conhecido por fazer muitas propagandas. Em 1988, enquanto visitava a Nintendo a negócios, ele mostrou a Shigeru Miyamoto o conceito de um jogo que ele estava pensando. Inicialmente, Miyamoto não aceitou, porém, depois de pensar bastante, ele resolveu dar a Itoi uma equipe para produzir o game. Em 27 de julho de 1989 é lançado (apenas no Japão) Mother, um rpg totalmente diferente de tudo que existia na época. Numa era de surgimento e forte ascensão de rpgs japoneses baseados em fantasia medieval, como Dragon Quest e Final Fantasy, Mother chegou trazendo o mundo contemporâneo para você se aventurar. Itoi se baseou bastante na canção Mother, do John Lennon. Sendo filhos de pais divorciados, criado pela avó e sofrendo com a ausência dos seus pais, Itoi se apegou muito a canção do Lennon e quis passar seus sentimentos para o jogo, onde recheou de várias outras referências.

Jogo: Mother (Earthbound Beginnings)
Ano de lançamento: 1989
Produtora: Ape Inc. e HAL Laboratory
Publicadora: Nintendo
Diretor: Shigesato Itoi
Plataforma: Famicom (NES)

A franquia Mother

No começo do jogo, é contada a história de um casal americano, George e Maria, que, no começo do século XX, misteriosamente desaparecem de suas casas. 2 anos depois, George volta e começa um estudo sobre os fatos que aconteceram com ele e sua esposa, que, por sinal, nunca voltou ou foi encontrada.

Oitenta anos se passam e conhecemos Ninten, um garotinho de 12 anos que está sob um ataque de coisas e objetos paranormais em sua casa. Seu pai, que está trabalhando, explica ao filho, por telefone, que todo o país está sofrendo dessas atividades paranormais. Ele também fala que seu bisavô estudou poderes psíquicos e pede para Ninten investigar sobre esses acontecimentos estranhos que assolam o mundo. Ninten come sua comida favorita feita pela sua mãe e parte em direção a uma aventura, onde enfrentará hippies, carros, zumbis, corvos fumantes e as mais diversas criaturas loucas do mundo que Itoi construiu.

Na jornada, Ninten acha uma rainha que pede que ele junte 8 pedaços de uma canção para ajudá-la, a base das aventuras do jogo é recuperar essas partes. Nesse meio tempo, revela-se que a Terra na verdade está sofrendo o ataque de um alienígena chamado Giygas (A inspiração do Mewtwo) e Ninten se junta a Lloyd, Ana e Teddy para tentar deter o vilão e salvar a Terra.

Jogo: Mother 2 (Earthbound)
Ano de lançamento: 1994
Produtora: Ape Inc. e HAL Laboratory
Publicadora: Nintendo
Diretor: Shigesato Itoi
Plataforma: Super Famicom (SNES)

Depois de alguns atrasos, em 1994 sai no Japão Mother 2 e, no ano seguinte, ele também sai no ocidente, sob a alcunha de Earthbound, uma escolha da Nintendo pelo fato do primeiro jogo não ter lançamento ocidental.

Mother 2 conta a história de Ness, um garotinho normal (muito parecido com o Ninten). Após investigar um meteoro que caiu perto de sua casa, ele acha Buzz Buzz, um besourinho vindo do futuro. Buzz Buzz avisa que veio do futuro e que Ness é o escolhido para derrotar Giygas. Sim, Giygas voltou e já dominou a terra no futuro. Ness então parte em uma aventura junto com Jeff, Paula e Poo. Eles vão atrás de 8 santuários que lhes darão forças para derrotar o temível Giygas.

Earthbound é um jogo lindo para época, ouso dizer que seja um dos mais lindos da geração 16bit. Além disso ele tem muitas referências à cultura pop, tem muita metalinguagem, quebra da 4ª parede e várias piadas. É um jogo ímpar, recheado de diversão e com uma linda mensagem.

Jogo: Mother 3 (Earthbound 2)
Ano de lançamento: 2006
Produtora: Brownie Brown HAL Laboratory
Publicadora: Nintendo
Diretor: Nobuyuki Inoue
Plataforma: Game Boy Advance (GBA)

A franquia Mother

O último jogo da série, que quase não saiu do papel por diversos problemas. Mother 3 seria feito para o SNES, mas foi posto para o Nintendo 64 em 3D e, depois de vários problemas no desenvolvimento, acabou sendo cancelado o projeto. Então, depois de relançarem Mother 1 e 2 para o GBA, foi anunciado de surpresa que Mother 3 estava sendo desenvolvido para o console.

Itoi quase não concluiu o projeto, teve que cortar muita coisa devido às limitações do GBA. Mesmo assim, em 2006, apenas no Japão, foi lançado o Mother 3.

O jogo tem algumas diferenças na forma de contar a história em relação aos seus antecessores, mas segue o mesmo estilo de humor, referências e aquele jeito tocante de passar uma mensagem.

O Mother 3 é protagonizado por Lucas, que tenta salvar o mundo com sua bondade diante do exército dos Pigmask. Dessa vez não há 8 canções ou santuários para salvar o mundo, agora temos as 7 agulhas que garantem o equilíbrio do planeta.

Jogabilidade da franquia: Mother é um JRPG padrão, ou seja, um rpg por turnos. Porém, desde o primeiro jogo, ele tem uma grande variedade de coisas para se fazer e também é um tanto quanto complexo. Com o passar dos jogos, a mecânica e jogabilidade foram evoluindo e se tornando mais fluidas e dinâmicas, mas sem perder o estilo de rpg contemporâneo cheio de humor e referências.

Referências: Toda a série contém diversas referências da cultura pop. Temos lendas urbanas, filmes, jogos, músicas e até pontos turísticos do mundo real. Temos o Monstro do Lago Ness, Beatles, Pirâmides, Stonehenge e várias outras referências.


A série Mother não representa só mais uma franquia de jogos de rpg. Ela tem algo a mais, algo diferente, algo que prende você aquele mundo e lhe conecta ao jogo. Mother tem alma.

Dá para perceber que o Itoi passa todo seu sentimento nos jogos, ele procura nos mostrar que podemos aprender e amadurecer jogando um jogo controlado por uma criança.

Mother nos mostra a importância da nossa casa, da nossa família. Quando salvamos o jogo, temos que ligar para casa, quando estamos fracos, voltamos para casa e recuperamos nossas energias comendo nossa comida favorita feita pela mamãe. Mais que um jogo, Mother é uma experiência e uma lição de vida, onde todos deveriam jogar para vivenciar toda essa jornada que se resume a amar nossa cidade, nossos amigos, nossa família e, principalmente, amar a nossa mãe.

Obrigado, Itoi <3
Fonte Core JoJo Rama
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