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Super Mario 3D All-Stars - A coletânea da nostalgia

Super Mario 3D All-Stars – A coletânea da nostalgia

3 jogos clássicos. 3 jogos que marcaram uma geração. 3 jogos de Mario. Será que Super Mario 3D All-Stars também vale a pena no Nintendo Switch?

Super Mario 3D All-Star finalmente chegou (após muitos rumores) e trouxe para os fãs do mascote da Nintendo 3 jogos clássicos incríveis de plataforma 3D da Nintendo: Super Mario 64 (lançado originalmente em 1996 para o Nintendo 64), Super Mario Sunshine (lançado originalmente em 2002 para o Nintendo GameCube) e Super Mario Galaxy (lançado originalmente em 2007 para o Nintendo Wii).

Todos agora terão a oportunidade de reviver a estreia de Mario no mundo 3D do Reino dos Cogumelos, tomar um sol na ilha Delfino e viajar pelo espaço e por diversos outros mundos no Nintendo Switch. Mas será que a coletânea se sustenta ainda hoje?

Super Mario 3D All-Stars - A coletânea da nostalgia

A Revolução de Super Mario 64

É hora de revisitar esse que é o primeiro plataforma 3d e responsável por mudar toda a indústria de Vídeo Games! Estamos falando obviamente de Super Mario 64! Esse grande clássico do Nintendo 64, lançado junto do console no longínquo ano de 1996 trouxe uma nova maneira de jogar com o seu inovador estilo 3D, permitindo controlar nosso amado encanador em um cenário vasto com diversos ângulos de câmera. Acredito que começar a falar desse grande jogo é preciso dizer aquilo que seria óbvio, mas necessário para entender do que se trata: Super Mario 64 é um clássico e carrega em si todos prós e contras de ser um clássico.

Toda a magia e carisma que vimos em 1996 está ali presente, mostrando Mario de uma forma carismática cheio de movimentos acrobáticos e uma movimentação ágil e prazerosa. Porém, junto disso, temos todo o peso da idade do jogo: O estilo de câmera pode incomodar os que não conheceram o jogo no seu auge, assim como os gráficos poligonais acentuados e a presença de bugs de animação.

A história básica da franquia, Peach foi mais uma vez sequestrada e o seu eterno herói precisa resgatá-la. Porém, apesar do que Mario está acostumado não iremos busca-la no castelo do Bowser como nos jogos anteriores, mas sim dentro do castelo da própria Peach! Sim, todo o jogo se passa em áreas secretas do castelo da princesa e você precisará de coletar o máximo número de estrelas para ter acesso aos andares do castelo e encontrar onde Bowser se refugiou. Isso é algo totalmente inovador não só pela localização da aventura, mas também por toda dinâmica de não mais termos um “mapa de fases” como nos clássicos 2d, mas todo um cenário próprio que funciona como Hub. Isso deixa o jogador totalmente livre para fazer suas escolhas, o que faz desse não só o primeiro plataforma 3d mas também aquele que inaugura o estilo de jogo “Sand Box”.

A coletânea traz Super Mario 64 de uma maneira crua, sem grandes mudanças no jogo, apenas aumento da resolução e algumas mudanças de ícones. Obviamente isso, num primeiro momento, gerou entre os fãs um pouco de reclamação, porém acredito que a decisão foi acertada. Super Mario 64 não precisa de grandes mudanças para mostrar o seu grande potencial e o motivo dele ser tão amado pelos fãs. É o jogo que mudou a indústria e continua repleto de carisma e diversão, apesar de seus problemas técnicos próprios do seu tempo de desenvolvimento. Sem dúvida, um jogo indispensável para os amantes das aventuras de nosso herói bigodudo!

O Brilho de Super Mario Sunshine

Esse pode não ser exatamente o jogo Mario que todos esperavam quando foi lançado, sendo facilmente o jogo 3D do Mario que mais dividiu opiniões, mas acabou surpreendendo e conquistando uma fanbase muito leal. Também não é para menos, Super Mario Sunshine trouxe gráficos extremamente polidos para a época, apresentando cutscenes bonitas e uma ilha rica em detalhes e mistérios a serem desvendados. O game foi lançado inicialmente em 2002 para o GameCube (2001) e essa foi a primeira vez que Mario não era a estrela do lançamento de um console de mesa da Nintendo.

Tudo começa com Mario e sua trupe pegando um avião para a costa ensolarada da Ilha Delfino (uma ilha em forma de golfinho). Porém ao pousar descobrem que o lugar não é tão ensolarado e há tinta por toda parte. Mario acaba indo para a prisão e se tornando responsável por limpar e trazer o sol novamente para a ilha, portando um jetpack que atira água (FLUDD).

Um ponto que me fez questionar o gameplay do jogo, foi o controle que por horas é confuso e tampouco intuitivo. O controle de GameCube possui um sensor de pressão que regula a força do jato de água. Como os Joycons não possuem este recurso, a Nintendo dividiu essa funcionalidade em dois botões, “contornando” essa deficiência.

A adição deste jogo é uma alegria para nós fãs, visto que Super Mario Sunshine só podia ser jogado até então no GameCube. É um game ambicioso que ousa em trazer uma jogabilidade diferenciada e única para o nosso bigodudo. É importante destacar também que o jogo está em widescreen e com um visual de encher os olhos, principalmente quando o assunto é a água do jogo.

Os Altos e Baixos de Super Mario Galaxy

Super Mario Galaxy é considerado O melhor jogo de Mario. Não um dos melhores, O melhor. E não é por falta de concorrência, temos no páreo títulos como o aclamado portátil Super Mario Advance: Super Mario Bros. 3, o Paper Mario original de Nintendo 64, o incrível Super Mario Odyssey e até mesmo o jogo que definiu um gênero e uma geração e que também acompanha essa coletânea Super Mario 64.

É um jogo original de 2007, para o Nintendo Wii, o console de mesa de maior sucesso da companhia. E é um jogo que vale a pena se você não teve a oportunidade de jogar o original e mesmo se teve. A pureza, a qualidade de Super Mario Galaxy mostra que a Nintendo não estava de brincadeira, ele é o suprasumo dos jogos 3D de Mario, empolgante, divertido, animado, recheado de desafios e momentos surpreendentes. Em uma hora você está lutando com a gravidade (e a câmera por vezes) em um planeta no formato de uma pílula, em outro momento você é uma abelha lutando com insetos robóticos, passando por modos 2D incríveis e puzzles realmente desafiadores.

Super Mario Galaxy não economiza na qualidade e apesar de depende demais de movimentos no original, tem aqui uma melhorada no quesito, já que você pode performar seu giro com apenas o botão Y do controle.

A versão para Nintendo Switch está totalmente adaptada aos modos mesa e portátil e, mesmo que você necessite dos giroscópios e movimentação por vezes, não é nada que tira você do feeling do jogo.
Resumindo, Super Mario Galaxy mantém a qualidade do melhor jogo do encanador, com melhorias no que deixava o jogo um pouco cansativo no Wii e em uma bela alta definição (mesmo que jogar deitado seja muitas vezes a opção). É um jogo que vale a pena a coletânea, sem dúvidas.

Uma Coletânea de Nostalgia

Super Mario 3D All-Stars é uma coletânea necessária para qualquer nintendista e jogador em geral. São 3 jogos icônicos não só de Mario, como da Nintendo e da história dos games. São jogos que marcaram uma geração, marcaram seus consoles e marcaram a vida de muita gente.

São jogos que você precisa experimentar, são experiências únicas e divertidas no mundo do Mario que vai render boas horas de entretenimento e diversão para qualquer pessoa e, mesmo com algumas pequenas falhas que não foram atualizadas, é sem dúvida um jogo que vale a pena a sua atenção.

9.5 / 10 Nota Final
Prós
- Mario's 3D
- 3 jogos clássicos pelo preço de um
- Jogos aclamados e muito bem avaliados
- Uma ótima experiência de plataforma
Contras
- Controles por vezes confusos
- Câmera datada e sem atualização
Resumo
Super Mario 3D All-Stars é uma coletânea nostálgica imprescindível para qualquer nintendista de carteirinha. São jogos incríveis, definidores de gênero, inovadores e trazidos em alta qualidade para o Nintendo Switch. E é Mario! Precisa de mais algo?
Design
Trilha Sonora
Diversão
Gameplay
Custo x Benefício

[Nota do Editor: Super Mario 3D All-Stars foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela Nintendo para avaliação.]

Texto elaborado em colaboração com os editores Neto e Paulo Victor.

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