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Ei Nintendista! Já ouviu o último episódio do nosso podcast?
Ouvir, ver e sentir - GRIS

Ouvir, ver e sentir – GRIS

Nessa era tão tecnológica que vivemos temos o privilégio de poder acessar uma gama de opções para quase tudo, e na indústria dos games não é diferente. A qualquer hora temos muitos jogos disponíveis, games de todos os tipos e para todos os gostos. Esse BOOM que aconteceu no mercado de jogos nos últimos anos abalou a indústria do entretenimento. Os vídeos games conquistaram seu merecido ‘lugar ao sol’ (não deixe seu console no sol, rsrs).

Diga a verdade, passou pela sua cabeça um dia que se poderia ganhar muito dinheiro jogando vídeo game? Que as grandes emissoras de TV teriam um programa só pra falar de jogos eletrônicos? Que entidades como times de futebol e até as forças armadas criariam uma equipe de E-sports? Que sua mãe e talvez até sua avó seriam viciadas em Candy Crush, Pokémon GO ou Animal Crossing?

Ouvir, ver e sentir - GRIS

Acredito que as respostas das perguntas acima sejam não. E todas essas coisas que sequer poderíamos imaginar são ruins? Certamente não. Tais acontecimentos abrem um leque de oportunidades e possibilidades que nem consigo mensurar. Há muitos fatores positivos: são mais pessoas falando de games, mais conteúdos gerados pra comunidade, mais tabus caindo por terra (lembra que seus pais/avós falavam que seu Super Nintendo ia queimar a TV? Que você não seria tão inteligente se ficasse jogando “esses negócios”), são mais pessoas interessadas em desenvolverem games, e por aí vai. Entretanto nem tudo são flores…

Podemos ver players pelo mundo a fora reclamando sobre o ‘CTRL C/ CTRL V’ nos jogos onde alguns games são iguais aos antecessores, que franquias se tornaram repetitivas, publishers lançando cópias de jogos de outras desenvolvedoras… Será que isto se deve ao fato de ter muita gente fazendo jogo desleixadamente por causa de Hype? Será que só querem ‘farmar’ dinheiro aproveitando a grande visibilidade que os vídeos games ganharam? Não sabemos ao certo se isso é fato, porém é possível afirmar que nem todos desenvolvedores pensam assim. Existem aquelas pessoas que querem expor algo relevante e não trazer para o público uma cópia ou um título genérico, vazio e sem sentido mas sim uma experiência.

Ouvir, ver e sentir - GRIS


A Nomada Studio em dezembro de 2018 lançou GRIS, um indie diferenciado, um sopro fresco e suave nas ávidas almas dos jogadores que queriam jogar algo diferente. GRIS é um jogo de plataforma com puzzles e possui leve exploração em um mundo a ser colorido. GRIS ( que é cinza em francês ) não inaugurou um gênero novo, nem revolucionou em sua gameplay, mas fez muito bem o que se propôs a fazer. GRIS te convida a ouvir, ver e sentir.

A trilha sonora de Gris é de arrebatar o coração. Quando dei o start e começou aquela música confesso que já me emocionei (se tiver um headset, por favor jogue com headset para poder ter total imersão e sentir a melodia, nota por nota). Alguns momentos são compostos por sons intensos e agressivos, outra hora por harmonias suaves e condescendentes e por vezes tudo ao mesmo tempo. Ao percorrer pelo mundo, nota-se como é bonito cada pequeno som e também como é belo as pausas e o silêncio.

E o que falar do visual? Só posso dizer que é DESLUMBRANTE! Um indie que é uma obra de arte jogável! Os traços são delicados e de muito bom gosto com uma fotografia requintada e cheia de cores que vão eclodindo conforme seu gameplay. Como antes dito, GRIS significa cinza e os desenvolvedores criaram um mundo “cinza” como se fosse para nós colorirmos. Tons aquarelados te levam pra dentro de uma pintura digna de muita admiração e ao decorrer da campanha essas cores vão se misturando, compondo os cenários e se unindo aos sons do ambiente… e nessa hora você simplesmente para e admira.

No fim das contas o jogador começa a perceber do que se trata o jogo e esse ponto é interessante por ser subjetivo. GRIS tem a capacidade de te fazer sentir alguma coisa e cada jogador pode experienciar algo diferente e dar interpretações sobre o enredo do jogo com nuances distintas. Por mais que todas elas caminhem na mesma direção, só você pode dizer o que significou jogar Gris.

Em meio a produções sem criatividade e sem profundidade, ainda temos aqueles jogos que nos “saltam os olhos” e nos tiram do ‘mais do mesmo’. Como um apaixonado, torço muito para que os desenvolvedores se encham de inspiração e façam obras incríveis como GRIS é!

Ouvir, ver e sentir - GRIS

[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]