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Rock N' Roll Racing, e a evolução sonora

Rock N’ Roll Racing, e a evolução sonora

A indústria de games vive em constante evolução. Com hardwares de alta performance, a sonoridade evoluiu junto, ocupando lugar de destaque e reproduzindo jogatinas com maior imersão.

Quando tudo começou, os vídeo games não ofereciam recursos o suficiente para atingir sons de qualidade, e as trilhas eram repetitivas. Foi então na década de 80 que os hardwares passaram a ter mais capacidade de canais de sons, esboçando um começo de evolução. Talentos começaram a surgir, como Koji Kondo que deu a vida a trilha sonoras de Super Mario Bros e The Legend of Zelda, e Nobuo Uematsu que se destacava pelo trabalho em Final Fantasy.

Rock N' Roll Racing, e a evolução sonora
Koji Kondo, um dos mais importantes compositores da indústria dos games

Quando a década de 90 chegou, os consoles 16-bits iniciaram a 4ª geração de maneira revolucionária, já que o salto tecnológico era grande. A Big N tinha presença marcada, com o enorme sucesso de seu console, o Super Nintendo. A partir daí, possibilitou que desenvolvedores pudessem melhorar ainda mais a qualidade de áudio.

Rock N' Roll Racing, e a evolução sonora

No ano de 1993, estava para surgir um game promissor. Mudando a forma como as músicas eram vistas no cenário dos video games, Rock N’ Roll Racing foi lançado. Jogo do gênero corrida, visão isométrica, e gameplay intenso. Trilha sonora literalmente “pesada”. Desenvolvido pela Silicon & Synapse, (a atual Blizzard) Rock N’ Roll Racing chegou ao Super Nintendo com a premissa de unir o Rock ‘n’ Roll e uma gameplay alucinante, com corridas cheias de sabotagem e explosões. A enorme possibilidade de customização de carros também chamou a atenção, algo raro em jogos de corrida da época. O jogo também é marcado pela narração impactante de Larry Huffman, um dos mais famosos narradores automobilísticos do mundo. Quem não se lembra da clássica frase dita pelo narrador no início das corridas: “Let’s the carnage begin!”

Rock N' Roll Racing, e a evolução sonora

Rock N’ Roll Racing mostrou o quão a música pode ser importante, o suficiente para se sobressair em cima dos diversos critérios que envolvem um jogo. Músicas de bandas consagradas em jogos eletrônicos era novidade até então, muito também pela política dos direitos autorais. Mesmo assim, Rock N’ Roll Racing conseguiu formar uma setlist de respeito, trazendo instrumentais como: Paranoid – Black Sabbath, Born To Be Wild – Steppenwolf, Highway Star – Deep Purple, entre outras. Além das músicas, o rock também era homenageado de outras maneiras no game. Os personagens em sua maioria eram inspirados em artistas, músicas e álbuns do gênero. Por exemplo, o protagonista Snake Sanders era inspirado em David Coverdale, o lendário vocalista do Whitesnake. Rock N’ Roll Racing ainda teve um antecessor, chamado RPM Racing. Lançado dois anos antes, o jogo funcionou como uma espécie de “protótipo” para chegar no que conhecemos de Rock N’ Roll Racing. RPM Racing apesar de simples, já apresentava o DNA de Rock N’ Roll Racing: modelos de veículos similares e visão isométrica. Me lembro da sensação do meu primeiro contato com o cartucho de Rock N’ Roll Racing. Difícil no começo por causa da câmera, e incrível depois que se pega o jeito. As músicas definitivamente me inspiravam a ser um vencedor.

Rock N' Roll Racing, e a evolução sonora
Snake Sanders e David Coverdale : parecidos não?!

Rock N’ Roll Racing é até hoje um ícone quando se trata de jogos de corrida. Inovador em vários sentidos, o game é um verdadeiro monumento do Rock. Quebrou tabus, trazendo a voz de um narrador profissional e músicas licenciadas de artistas renomados. Destacou como a trilha sonora estava evoluindo, estimulando o o jogador a se sentir parte do jogo.

Obrigado por chegar até o final. Até a próxima!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Ney Brandini
Admirador do gênero RPG e treinador Pokémon da década de 90. Acredita que música e vídeo games são as válvulas de escape da vida.