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Mortal Kombat WINS!

Mortal Kombat WINS!

O que os convidados da festa representam em Mortal Kombat 11
O que os convidados da festa representam em Mortal Kombat 11

Jogar Mortal Kombat 11, game desenvolvido pela NetherRealm Studios, distribuído pela Warner Bros. Interactive Entertainment e lançado em Abril de 2019, foi, desde o primeiro dia, uma volta aos tempos em que eu jogava Mortal Kombat 1 nos fliperamas lá nos idos (e revisitados sempre que posso!) anos 90.

Logicamente existem imensas diferenças entre este título e o original, lançado em 1991 e desenvolvido pela saudosa Midway. A essência, porém, é a mesma. Lutas sangrentas, muito gore, aquela voz maravilhosa do narrador chamando “Test your might!” quando você tinha que se concentrar para quebrar uma pilha de concreto e, claro, os famosos Fatalities, que era o que nos levava a fazer fila nos fliperamas para jogar. Hoje, alguns títulos e muita evolução nos gráficos depois, temos um jogo para o nosso amado Nintendo Switch que tem um elenco de lutadores de saltar aos olhos.

Além dos personagens clássicos como Raiden, Liu Kang, Sub-Zero, Scorpion e outros, temos personagens mais recentes como Cassie Cage, Jacqui Briggs, Cetrion e Kotal Kahn. O que me faz escrever este texto, porém, são os convidados dessa festa. Já tivemos nomes como Jason, Freddy Krueger e Kratos. Hoje, em Mortal Kombat 11, temos Rambo, Robocop, Coringa, Spawn e T-800. O que me leva a perguntar: Qual a validade de inserir estas personagens em Mortal Kombat?

Mortal Kombat WINS!
Vai ser bem no meio dos olhos!

Recentemente li em algum lugar na internet que Mortal Kombat 11 hoje é “um Super Smash Bros em que o seu pai escolheu o elenco de personagens”. Achei muito engraçado em princípio, mas depois me perguntei o quanto isso teria uma certa validade e o que leva a produtora do jogo a inserir personagens tão distintos em um jogo tão consagrado. Talvez este texto me ajude a responder a questão, já que eu ainda não sei ao certo. Não sou contra inserir estes personagens no jogo, acho muito divertido ver o T-800 fazendo justiça com as próprias mãos (as nossas, no caso). O que me intriga é achar algum nexo na lore do jogo que justifique a inserção deles no elenco (sou o chato da lore, me julguem!).

Quando os primeiro títulos de Mortal Kombat saíram para os consoles, não havia muita opção do que jogar. Apesar de os jogos de videogame serem mais baratos na época, não havia o sem-número de opções que existe hoje. Portanto, era muito fácil gostar dos títulos disponíveis, já que, se não gostássemos, não teríamos o que jogar. Hoje, com a enorme quantidade de jogos e com a grande competição entre os de luta disponíveis hoje, é através desses convidados que as empresas se destacam e mantém um jogo relevante durante um longo tempo. Ressalto que Street Fighter V, jogo lançado pela Capcom em 2016, recebe atualizações e DLC’s até hoje. É natural que hoje Mortal Kombat tenha que usar esta estratégia para se manter relevante e continue vendendo cópias mesmo depois de quase dois anos de lançado.

Mortal Kombat WINS!
Vamos a uma festa no inferno

A grande questão é não se ater somente à lore do jogo, mas também o quanto de diversão essa inclusão proporciona a nós jogadores. Eu posso afirmar que, para mim, diverte muito. Eu gosto muito de jogar com esses convidados. Passo mais tempo com eles do que com os lutadores mais tradicionais. Gosto de ver quem se sai melhor, Spawn (um dos meus favoritos) ou o T-800. Essa luta jamais seria possível se o pessoal na NetherRealm Studios não resolvesse colocar os dois para saírem no tapa (ou algo mais violento que isso…).

Mortal Kombat WINS!
Você será exterminado!

Minha grande impressão é que essas inserções de personagens dos mais variados backgrounds tornam a experiência (palavra que adoramos usar hoje!) muito mais agradável do que se fôssemos nos ater ao cânone real do jogo e lutar com os mesmos personagens de sempre. Não me entendam mal, adoro jogar com os personagens clássicos, mas essa mexida, essa renovação por assim dizer, faz do jogo algo fantástico, justamente o que os revendedores, estúdios e até mesmo Ed Boon, o dono da festa, querem.

FINISH HIM!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]