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Tropico 6 - Viva la revolución nos limites da simulação

Tropico 6 – Viva la revolución nos limites da simulação

Comande seu país com um punho de ferro, dedicado ao povo ou mesmo pensando no seu próprio umbigo. O melhor simulador de administração de países chega ao Switch trazendo muito conteúdo.

São tempos difíceis. A população busca líderes revolucionários ou farão a revolução por suas próprias mãos. É preciso liderar um país com estratégia e bom planejamento. É hora de mostrar que tipo de ditador você é! Esse é Tropico 6, desenvolvido pela Limbic Entertainment e publicado pela KalypsoMediaGroup, que chegou ao Nintendo Switch em Novembro de 2020, mais de um ano após seu lançamento inicial em Março de 2019.

Tropico 6 – Nintendo Switch Edition traz itens exclusivos ao jogo além do game original portado para o console e mantém a alma de um jogo estilo Sim City em uma ilha tropical do caribe, envolta em uma camada de governo revolucionário. Mas será que gerenciar um país revolucionário continua interessante após o port para o híbrido da Nintendo?

Tropico 6 - Viva la revolución nos limites da simulação

Calor Tropical

El Presidente chega com tudo no Nintendo Switch. A premissa básica de Tropico 6 traz você na pele de um governante de uma ilha tropical caribenha e mistura elementos de simulação de cidade com gerenciamento de governo. O que pode parecer um pouco assustador no começo (e um pouco é sim), mas que torna-se uma aventura e uma experiência bastante interessante.

Após você customizar o seu ditador (com variadas referências a regimes existentes no mundo), Tropico 6 apresenta um modo sandbox em que você inicia sua aventura sem objetivos finais concretos, com liberdade de escolha do estilo e design do seu arquipélago, escolha das eras e muitas outras variáveis disponíveis. O jogo é bastante abrangente e tem motivos complexos, você pode por exemplo escolher o nível de sua militarização, o nível de vigilância ao seu povo, entre outros. A qualidade e profundidade que o jogo traz demonstra o carinho de quem produziu e o cuidado com os jogadores que amam o gênero.

O jogo também apresenta um modo “história” dividido em diversas mini-seções com missões e objetivos definidos dentro de um país já previamente criado, e você abre novas ilhas-missões conforme vai completando as anteriores. Com modos de jogos abrangentes e uma estrutura bastante complexa e bem trabalhada, Tropico 6 é um jogo com muita bagagem, focado em um jogador que gosta do gênero e gosta de se dedicar ao jogo, entender, estudar, pensar, planejar e executar. Não é um jogo casual, mas é muito bem vindo na sua categoria.

O tanto de minúcias que o jogo apresenta e detalhes que influenciam o seu gerenciamento e jogatina trazem um bagagem e uma qualidade imensa a Tropico 6. Como uma mistura de Sim City e Civilization com toque latino, o jogo apresenta muitas variáveis para seu modo de jogo. Você pode definir seu nível de militarização, seu nível de vigilância ao povo e até (como ocorre muito em países similares) seu nível de corrupção. Cada escolha, cada resultado de missão, define o caminho que sua presidência vai tomar naquele país e isso é muito legal.

Hasta la Victoria Siempre

Cada lado de uma revolução conta sua história de um jeito diferente. Enquanto de um lado Tropico 6 é um jogo complexo, recheado de conteúdo, bastante estruturado que demanda dedicação e experiência e é uma ótima opção no gênero de simulação e gerenciamento, por outro lado o jogo peca em alguns aspectos, principalmente gráficos.

Por conta de sua complexidade e da enxurrada de conteúdos, seja nas possibilidades de construções como na personalidade que seu país e seu mandato podem ter, o port do jogo parece carecer visualmente. Os gráficos (uma história que tem se tornado comum aos jogadores de Switch) não estão condizentes com a qualidade do jogo. O zoom que é possível dar em seu país demonstra isso claramente.

A complexidade também pode afastar e assustar jogadores, Tropico 6 é um jogo com uma vasta biblioteca de possibilidades, seja de eras, tipos de comando, construções, ações, ilhas, modos de governo, entre tantos, que pode se tornar algo complexo demais e maçante para quem busca uma jogatina casual. Tropico 6 demanda tempo e dedicação do jogador. Quem gosta vai adorar, mas não é um jogo para todos. E por US$49,99 traz muito conteúdo e vale o quanto cobra.

Tropico 6 - Viva la revolución nos limites da simulação

Um Charuto na Mão, um País no Coração

Tropico 6 pode pecar em alguns aspectos, principalmente gráficos e de complexidade, mas é um jogo incrível de gerenciamento e simulação de um país e um governo (ditatorial ou livre) com muito conteúdo e horas de jogo para quem gosta da dedicação. Traz muitas possibilidades e busca o planejamento estratégico do jogador como nenhum outro. E isso dentro de todo um universo cubano criado em que as músicas perfeitas de sua trilha ajudam muito o jogador a imergir na história (a dica aqui é ainda optar pela dublagem em espanhol, você vai realmente estar imerso nesse mundo de revolución).

Pegue seu charuto, sente e construa seu legado histórico nesse mundo caribenho. Mas tenha certeza que você terá tempo, planejamento estratégico e disposição para focar bastante em só gerenciar a sua revolução!

8.3 / 10 Nota Final
Prós
- Trilha sonora incrível muito fiel ao sentimento do jogo
- Jogo cheio de possibilidades
- Muitas opções de customização
- Legendas em português do Brasil (mas opte pela dublagem espanhol, SEMPRE)
- Demanda muito planejamento estratégico
Contras
- Jogo pode assustar pela complexidade
- Gráficos não estão bons
- Jogo longo que demanda dedicação
Resumo
Tropico 6 chega como uma ótima adição aos jogos de gerenciamento e simulação no Switch e mesmo que os gráficos não estejam dos melhores, sua profundidade e complexidade vai agradar aos fãs do gênero. E a ambientação caribenha está incrivelmente perfeita!
Design
Trilha Sonora
Diversão
Gameplay
Custo x Benefício

[Nota do Editor: Lunch a Palooza foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela Plan of Attack para avaliação.]

Texto elaborado em colaboração com o editor Paulo Victor.


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]