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Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum

Captain Sabertooth and the Magic Diamond – Uma aventura pirata sem rum

Capitão Sabertooth quer seu saque de volta. Seja seu marujo, enfrentando os perigos na busca pelo tesouro perdido.

Jogos adaptados do cinema ou de outro veículo de entretenimento já existe há algum tempo, e mesmo que alguns deles levantem dúvidas referente a qualidade, é inegável que são rentáveis, promovendo aquela animação em questão. Desenvolvido pela Ravn Studio, em parceria com a Rock Pocket Studio e publicado pela Zordix Publishing, Captain Sabertooth and the Magic Diamond chega ao Nintendo Switch adaptado do filme de mesmo nome, lançado em 2019. Direcionado ao público infantil, o jogo sobre piratas apresenta elementos de plataforma, com ação e aventura.

Conhecendo Capitain Sabertooth

Você deve estar se perguntando, afinal o que é Captain Sabertooth? De fato não é um nome popular por aqui, mas o que veremos a seguir mostra como seu legado foi construído, o tornando uma tradição em terras nórdicas.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum

Antes de ser um jogo ou até mesmo um filme, Captain Sabertooth surgiu no teatro na década de 90. Através das peças criadas pelo Compositor, cantor, ator, e autor norueguês Terje Formoe, o sucesso veio de forma imediata na Noruega, principalmente por conquistar o público infantil. Sua história é a típica vivida por piratas, entre aventuras e busca por tesouros. A tripulação navega a bordo do navio Black Lady, comandada pelo capitão Sabertooth. Para se ter noção, a popularidade que a série alcançou no país Viking é tão ampla que se estendeu para filmes, desenhos animados, e livros. Em 1994 a peça Captain Sabertooth and the Secret of Luna Bay rendeu a Formoe o prêmio Spellemann por sua música — equivalente ao Grammy Awards da Noruega.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum
Terje Formoe e sua filha Janne Formoe, atuando juntos em Capitain Sabertooth.

No ano seguinte foi inaugurado uma área temática dedicada a Captain Sabertooth no Zoológico e Parque de Diversões de Kristiansand — O mais visitado da Noruega, com mais de cem espécies de animais.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum

Enredo do jogo

Tendo como base o filme de 2019, o enredo se apresenta de maneira simples. Controlamos duas crianças (Pinky ou Verônica) membros da tripulação pirata, na missão de recuperar o diamante de Sabertooth, este que te obriga ir atrás da joia, presumindo que você o roubou. No final das contas Desconfiar do coitado(a) marujo que controlamos não passa de um engano do Capitão, pois na verdade o diamante foi roubado por outro garoto chamado Marco: órfão, faminto, descalço, e que possui semelhança com Pinky. Além disso outro “figurão” está de olho no tal objeto cobiçado, o vilão Maga Khan (consequentemente é o inimigo que temos que enfrentar), com seu exército de macacos.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum
O objeto mais cobiçado pelos piratas.

Gameplay

Não se pode esperar muito de Captain Sabertooth and the Magic Diamond, quanto a inovação, desempenho técnico e design. A cinematic vista de início até empolga, mas o que vemos logo em seguida no menu são gráficos 3D que semelham jogos de dispositivos móveis. Isso se Confirma quando começamos a movimentar o personagem por um cenário de paisagens borradas vistas ao fundo, e uma água que pouco inspira o jogador a praticar um nado — isso varia, em algumas áreas não é tão perceptível essas falhas. Em contrapartida temos cores e muita animação, com boa profundidade dos cenários e efeitos de sombra. Infelizmente perderam a oportunidade de utilizar a transição entre cenários, como acontece em Monster Boy and the Cursed Kingdom por exemplo. Estamos analisando um jogo de plataforma, que até se esforça em passar uma sensação metroidvania através de alguns elementos — porém em todo contexto se mostra genérico, a começar por moedas a serem coletadas e corações que preenchem a vida. Você pode ir e voltar, preenchendo lacunas do mapa e adquirindo habilidades que ajudam na progressão da aventura.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum
Uma aventura pirata sem rum.

Consultando o mapa podemos localizar através de indicações onde se encontra alguma missão ativa ou ponto de save. O salvamento acontece de maneira rápida em pontos específicos; é passar em cima que já temos nosso progresso garantido. As ações básicas de pular e desferir golpes de espada, não transmitem fluidez. É uma jogabilidade bem mecânica, que incomoda quando percebemos que o personagem fica estático ao desferir golpes, impossibilitando cancelar ações para desviar de golpes inimigos — também não há uma esquiva, é necessário se “virar” com o pulo. Das habilidades adquiridas temos que pontuar o estilingue, que serve para ataques a distância e acionar interruptores. Não podia ser esquecido, por ser o exemplo total de uma jogabilidade sem precisão. Os toques no analógico nunca levam a mira onde queremos, tornando inconveniente seu uso. Apesar de tudo isso a experiência melhora com o passar do tempo, conforme vai liberando acesso a NPCs que comercializam itens e oferecem viagens rápidas. Algumas habilidades conseguem até tornar a gameplay mais atrativa, como os pulos na parede para se alcançar lugares mais altos.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum
Tente não depender do estilingue…

Em cada área podemos experimentar uma fase Bônus. Com perspectiva em 1ª pessoa elas complementam a aventura fazendo o jogador sair da mesmice, além de apresentar visual mais nítido e agradável. Na área inicial por exemplo, temos uma espécie de tiro alvo com canhão, na presença do capitão Sabertooth que fica ali observando; “cornetando” e dando “pitacos”. A dificuldade imposta é bem moderada. Já pensando nos pequenos, é possível adquirir vida a cada inimigo derrotado. Entres as mudanças de áreas que são variadas (florestas, templos, fundo do mar, cavernas, entre outras), a trilha sonora é sem destaque, mas também não atrapalha a experiência. Os diálogos são simplórios (como todo o jogo) e de fácil entendimento, mas não temos legendas em português disponível, uma pena. Aqui perderam a oportunidade de estimular a leitura dos(as) pequenos(as) brasileiros(as) que estão iniciando seu processo de aprendizagem.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond - Uma aventura pirata sem rum
As fases bônus de Captain Sabertooth and the Magic Diamond.

Conclusão

Captain Sabertooth and the Magic Diamond deixa claro qual público alvo quer alcançar. É simples, animado, e cheio de defeitos, mas consegue divertir a “garotada” na medida do possível. Não espere ficar entretido por horas, pois a aventura pode ser maçante e repetitiva. Seu custo benefício é insatisfatório, pelo preço e fatores apresentados anteriormente. Por esse motivo outras opções que entregam experiências melhores devem ser analisadas. Para um adulto é preciso ter a mente aberta, tanto para desfrutar o jogo ou pensando nele como uma alternativa de conhecer a série.

Captain Sabertooth and the Magic Diamond chegou no Nintendo Switch dia 20 de Novembro, podendo ser adquirido na eShop americana pelo valor de $34.99. O jogo possui classificação etária “E” (Everyone: não recomendado para menores de 10 anos).

7.1 / 10 Nota Final
Prós
- Divertido suficiente para agradar uma criança
- Bônus que "quebram" a monotonia do jogo
Contras
- Jogabilidade pouco fluida
- Habilidade de estilingue com mecânica desastrosa
- Enredo simples
- Ausência de legendas em português para entendimento das crianças
- Experiência genérica e repetitiva
- Custo benefício insatisfatório
Resumo
Capitão Sabertooth quer seu saque de volta. Seja seu marujo, enfrentando os perigos na busca pelo tesouro perdido.
Design
Trilha Sonora
Diversão
Gameplay
Custo x Benefício

[Nota do Editor: Captain Sabertooth and the Magic Diamond foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela The Amplifier Group para avaliação.]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Ney Brandini
Admirador do gênero RPG e treinador Pokémon da década de 90. Acredita que música e vídeo games são as válvulas de escape da vida.