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Quem poderá me defender?

Quem poderá me defender?

Por quê precisamos de heróis nas nossas vidas?
Por quê precisamos de heróis nas nossas vidas?

Um cavaleiro com armadura brilhante, uma heroína com uniforme, um encanador italiano, um herói silencioso com a espada que sela a escuridão… desde que o mundo dos games é mundo, sempre tivemos essa figura representada nas maneiras mais diversificadas. Por quê precisamos de heróis?

Essa pergunta é importante e a resposta se encontra na própria literatura, seja ela clássica, moderna ou literatura pop. Desde os primeiros registros literários a figura do herói esteve presente, com o Rei Arthur e os cavaleiros da távola redonda. Por sinal, esta figuração de herói solitário que salva a princesa é muito comum nos jogos porque é o primeiro formato de história que temos. Heróis errantes, solitários que buscam a verdade e a justiça acima de tudo. A literatura sempre foi recheada desse tipo de história e continua até hoje porque precisamos de uma figura de herói nas nossas vidas. Nós, como indivíduos, precisamos de uma figura que seja exemplo de vida, que seja acima do bem e do mal e incorruptível.

Quem poderá me defender?

Coletivamente nos cercamos e nos vemos como como pessoas falíveis, com defeitos e na eterna busca de aperfeiçoamento pessoal. Os heróis já estão nesse patamar: são seres que já passaram por isso ou nunca tiveram esses “problemas mundanos”. Os heróis são seres que não precisam dormir, não sentem fome, não se cansam e são totalmente determinados. Não há falhas, problemas, nada que os afastem do seu objetivo. Nós, meros seres mortais, ao contrário, temos preocupações, ficamos doentes, nos cansamos e, às vezes, desistimos das coisas. Como não almejar sermos iguais aos nossos heróis?

Quem poderá me defender?

Hoje em dia até temos heróis que possuem defeitos, tem dúvidas e fraquejam. Ainda assim, ao final da história, chegam ao seu objetivo e concluem o que se propuseram a fazer. Uma das “falhas” que mais me marcou foi quando joguei Super Mario Odyssey. Ver o Mario sendo derrotado pelo Bowser, raptar a princesa, ter o seu boné rasgado e cair em desgraça foi algo assustador. Porém nada que a determinação do bigodudo mais “pulante” do Reino dos Cogumelos não conseguisse dar conta de recuperar a nave, encher o tanque e voar até o seu destino, com a ajuda de seu fiel escudeiro Cappy. Outra “falha”, dessa vez mais séria, que me impacta até hoje é a do nosso herói de Hyrule. Link, que quase perdeu a vida cem anos antes, acorda de seu sono profundo em The Legend of Zelda: Breath of The Wild e, mesmo sem memória do que aconteceu cem anos antes, decide que precisa salvar a dona da voz que o orienta no início da história e parte em uma jornada em uma terra devastada pela Grande Calamidade.

Sim, amigos. Precisamos de heróis. Precisamos almejar algo que está “acima” de nós mesmos. Precisamos, dentro do nosso imaginário, ter essa referência de que podemos ser melhores, mais altruístas, “mais perfeitos”. Viva os nossos heróis!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Maximino Delgado
Nintendista e professor. Mesmo shape do Mario, almejando o shape do Luigi.