Ei Nintendista! Já ouviu o último episódio do nosso podcast?
Zelda Cup 2021: Wind Waker

Zelda Cup 2021: Wind Waker

Já dizia o jargão esportivo que em time que se ganha não se mexe. Uma breve nota de agradecimento aos votos que fizeram Wind Waker avançar de fase e fica agora mais um pedido. Vamos dar o real valor a um jogo incrivel e fazer esse jogo alcançar a grande vitória na Zelda Cup. Tudo bem, você pode até não curtir o jogo, pode achar que não vai gostar.. mas me dá uma chance pra eu te provar do contrário. Leia abaixo uma análise apaixonada de um incrivel obra gamistica e quem sabe não toque seu coração também.

Após o sucesso extremessedor de Ocarina of Time, o mundo já não via mais a marca The Legend of Zelda da mesma forma. O esplendor que foi o jogo acarretou numa ansiedade por cada titulo lançado esperando que viesse um novo game que se tornasse uma lenda dentro da franquia. A Nintendo viu então sua responsabilidade crescer, com cada vez a importância de desenvolver o universo criado em 1986 e dar prosseguimento ao avalanche que estava acontecendo no mundo dos games. Aproveitando-se do fato de um novo console estar a caminho, foi ai que os desenvolvedores pensaram em lançar um novo jogo que pudesse dar continuidade a qualidade, que pudesse suprir a vontade e que pudesse encantar os fãs. Em dezembro de 2002, conhecemos então o 10º titulo da franquia, o tão aguardando The Legend of Zelda: Wind Waker.

O jogo foi lançado primeiramente para Gamecube, ganhando posteriormente uma versão majestosa, incrivelmente espetacular em high definition para WiiU. O jogo teve uma calorosa recepção tanto da mídia, recebendo notas altíssimas de importantes veículos da imprensa como IGN (9.6), Famitsu(10), entre outros; quanto em relação aos fãs, que mesmo tendo um Link bem menos “realista” em comparação com os jogos lançados no Nintendo 64, ficaram encantados com o mundo que foi apresentado em Wind Waker. Encantamento esse que foi de fato colocado a prova diante de todo ressabiamento quando o herói do tempo teve sua versão cartunesca lançada, causando um certo temor do que viria pela frente e que pudesse ter um caminho diferente do que os jogos do N64 conseguiu. Mas esse temor logo foi esquecido no primeiro press start do game, mostrando que o que se via ali é a mais sincera prova que um game pode sim ser uma obra de arte. Pera lá!, então é isso mesmo que você esta me dizendo? Sim, é isso mesmo que estou dizendo. Wind Waker é um primor para os olhos capaz de fazer com que pudéssemos imaginar como Van Gogh, Monet, Picasso entre vários artistas de tela munidos de seu talento para a pintura, fariam de fato um Game.

Não é exagero exaltar o quão esse jogo é belo e traz beleza de fato ao nossos olhos. Olhar o vasto oceano presente no jogo e mesmo sem a riqueza dos detalhes da agua, mas com uma versão mais cartunizada, torna perceptível o carinho com que o jogo foi trabalhado.
Algo também que tem que ser mencionado, é o deleite para os ouvidos que é a trilha do sonora. Inocente, sem tons dramáticos, mas que explora uma das melhores qualidades proporcionadas pela série. A música exalada pelo game é algo estupendo, ritmizada e condicente com cada passo dado pelo nosso heroi. Isso torna o jogo ainda mais vivo, torna cativante joga-lo, como pode ser observado no tema do Great Sea, abaixo.

A estória do game é igualmente cativante. A narrativa do game é fluida, contava de maneira leve e inocente trazendo elementos de plot twists que caso você não tenha lido absolutamente nada em 19 anos ( confio em você caro leitor) pode ate se surpreender. No jogo, Link é um jovem habitante da ilha de Outset Island e que tem que ir salvar sua irmã, Aryll ,que foi sequestrada pelo grupo comandado por Ganondorf, vilão apresentado em Ocarina e que busca vingança devido aos acontecimentos ocasionados há anos atrás, durante o game do Nintendo 64. Partindo então para a aventura, Link então se junta a um grupo de piratas liderados por uma jovem Tetra, uma jovem destemida que ganha cada vez mais importância durante a trama. Após uma batalha para tentar resgatar sua irmã, Link então conhece um barco falante (SIM, FALANTE!), King of Red Lions e a partir dai, é conhecido a verdadeira missão do herói e de sua importância nessa batalha de bem contra o mal, onde deve percorrer por todo o arquipélago em busca não apenas de sua irmã, mas de todo o poder necessário para derrotar o vilão, descobrindo durante a jornada um dos itens mais primordiais para a navegação em alto mar, o Wind Waker, capaz de fazer Link controlar o vento e muitas outras formas. Partiu aventura, aguarde Ganondorf!. Então essa é a historia incrível e encantadora dita? Um herói em busca para salvar a donzela em perigo? ” De jeito algum meu amigo nintendista! Ela é muito mais rica e desenvolvida, muito mais atrativa do que a simples analise simplista feita. O jogo dentro de sua mecânica, conta essa estória de maneira linear, prendendo o jogador com sua igualmente incrível jogabilidade. O jogo transmite o sentimento de vingança do vilão, o drama heroico do nosso querido Hylian e dentro de uma temática levíssima, gostosa de sentir vista em pouquíssimos games. O game respeita muito bem a linha tênue entre se tornar um jogo que pudesse ser indicado para faixas etárias menores e se caracterizando como “bobo”. permanecendo com com sua atmosfera leve, mas como um jogo que de bobo não há nada(o boss battle é a prova disso).

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Acima vemos Link, o Robert Scheidt da Nintendo

Meu amigo que esta aqui lendo, preste muita atenção, há uma beleza na vida que você talvez ainda não experimentou na vida, que você sequer talvez imagina que exista, que o êxtase e o suprasumo da vida esta contido ali e você passando tempos sem saber sobre isso. Amigo, confia no que digo : navegar no Great Sea é algo assombroso se incrivel. É relaxante, é unico, é o sentimento que nem mesmo cavalgar por Epona nos proporciona. Buscar cada ilha, explora-las ver de fato o que tem nelas é simplesmente maravilhoso. Isso pode ser um ponto de discordância entre alguns jogadores, devido a extensão do mapa. Sim, ele é grande, digo enorme, digo gigante, digo surreal. O sentimento que se dá por vezes que não há fim. Mas respeito quem não goste disso, mas o sentimento de escutar aquela música enquanto navega buscando um pedacinho de terra no horizonte, é algo sublime. O jogo tem também uma jogabilidade tranquila e coordenada, não sendo dificil aprender os mecanismos do jogo e conseguir dominar rapidamente. Há inclusive no jogo uma especie de tutorial ensinando a dominar a tecnica da espada, ja deixando o jogador pronto para explorar o mundo.

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Wind Waker é belo, é mais que uma obra de arte gamistica, é um jogo primoroso de fator replay incrível e que chega muito perto da qualidade proporcionada por Ocarina of Time e Breath of the Wild. Jogue, se emocione, sinta essa maravilha e acredite, a satisfação já existe desde o “ligar” do console.



[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]