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Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? – Janeiro 2021

Janeiro de 2021 foi um mês com muitos jogos legais, em especial 3 jogos bem diferentes que certamente foram destaques para os públicos desses jogos. Veja abaixo a análise desses jogos que foram lançados em janeiro e se vale a pena ou não jogá-los!

E vamos começar a nossa lista com o jogo que abriu essa lista, sendo o primeiro destaque de janeiro:

Iris.Fall

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$103,00 na eShop do México (US$20,00 nos EUA)
  • Português (S)
  • Selo Surpresa do mês

Descrição do jogo:
‘’Iris.Fall’’ é um puzzle que abusa da beleza de sua arte. A premissa do enredo parte do simples objetivo de resgatar seu gato preto que está fugindo, porém usando também as sombras pra isso, e é assim que você vai aprender a usar, controlar e masterizar essa técnica de trabalhar com dois planos em simultâneo (plano real e plano das sombras). Entretanto, os puzzles não se limitam só a isso, você pode esperar uma grande variedade de estilos de quebra-cabeça com temáticas variadas de acorda com cada fase em que você se aventura.

Nossa impressão:
Ótimo!
O jogo não só impressiona na beleza da sua arte, mas também vai apresentar puzzles de dificuldade satisfatória, eles são bem feitos, dão trabalho, mas não daquele tipo ‘’você está se esquecendo de um detalhe insignificante mas que sem ele não tem com passar dessa parte’’, é um jogo que dá pra você terminar sem consultas na internet. Dá pra dizer tranquilamente que é a primeira pérola do Switch em 2021.

Em seguida, o primeiro jogo third lançado, e que surpreendeu então você devia ficar de olho:

Scott Pillgrim vs The World: The Game

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$80,00 na eShop do México (US$15,00 nos EUA)
  • Português (N)

Descrição do jogo:
A HQ que ganhou filme e uma adaptação há DEZ anos atrás, retorna pra nossa atual geração, incluindo nosso Nintendo Switch. O filme, inclusive, é bem popular com uma galerinha mais nova. Em todas os formatos, o jovem Scott decide namorar uma menina que já teve 7 namorados, e o grande problema é que os 7 tinham feito um acordo que quem quisesse ser o próximo namorado, deveria derrotar todos eles. Você não sabia disso, mas agora você tá amarrado demais na menina, e vai ter que encarar. O jogo é um Beat n’ Up bem ao estilo 16 bits, que pode ser jogado em até 4 pessoas. Cheio de referências ao universo gamer e contando com um moveset progressivo, onde você ganha novos ataques conforme sobe de level, Scott Pilgrim é mais um Beat n’ Up Top Tier que tem tudo que os fãs do gênero gostam.

Nossas impressões:
Surpreendente!
A jogabilidade é bem completa, com botões de ataque fraco, forte, defesa, pulo, especial e chamada de assistência. E olha, por ser uma série mais famosa com adolescentes, você começa crendo que o jogo é todo bobinho, maaas, ele é desafiador sim, e talvez sua dificuldade seja o que mais vai surpreender e atrair os jogadores do gênero (claro, desde que vocÊ não jogue na dificuldade mais baixa também né kk) ! Para não morrer facilmente, você precisa acumular dinheiro e gastar nas lojas, mas gaste com os produtos certos, pois o jogo não tem itens de recuperação de vida ao longo da fase, e a CPU não é nada boba.

Se um jogo vai atrair a atenção de jovens, o próximo game vai ser amado pelos gamers old school, estamos falando de:

Cyber Shadow

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$102,00 na eShop do Brasil (US$20,00 nos EUA)
  • Português (S)
  • Selo Melhor jogo retrô

Descrição do jogo:
Apesar de toda sua destreza como ninja num universo cyberpunk, você foi atingido por uma grande explosão e sua aliança foi enfraquecida, mas com a ajuda de outros aliados, você foi salvo mas está enfraquecido, mas não há tempo a perder, a grande líder está ameaçada e você vai precisar correr contra o tempo para voltar a se aprimorar enquanto atravessa uma jornada cheia de inimigos até seu destino. O enredo de Cyber Shadow é simples mas carrega consigo uma amostra de carinho por parte dos desenvolvedores, para fazer todo aquele mundo fazer sentido. Não há segredos aqui, é um jogo side scroller de ação e plataforma em pixel art, mas executado de forma eficiente o suficiente pra você não querer perder.

Nossas impressões:
Ótimo!
A jogabilidade é ridiculamente fluída, nos movimentos, precisão de ataque e hurtbox acurada (tentando explicar esse termo, você leva dano num espaço bem específico, sabem aquela coisa de ‘’que mentira que eu levei dano, nem pegou o tiro em mim’’? Então, não tem isso kk). O universo realmente tenta se consolidar, o que não é nenhuma surpresa já que estamos falando d empresa de Shovel Knight, uma série de jogos que já conta com vários games, com vários protagonistas, todos do mesmo universo com todos os jogos fazendo sentido entre si.

Mas chega de falar de Pixel Art, antes que apareça a galerinha do ‘’só tem jogo simples em pixel art nesse Switch’’! Agora vamos falar de 2 jogos muito bonitos, incluindo um jogo bem baratinho de apenas US$10,00:

Redout: Space Assault

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$54,00 na eShop dos EUA (US$10,00)
  • Português (S)

Descrição do jogo:
‘’Redout’’ é uma série de jogos de corrida ao melhor estilo F-Zero, entretanto, esse jogo que se trata de uma prequel, é um Shooter On Rails, um jogo de navinha 3D ao estilo Star Fox, entretanto, ele é bem dinâmico, as fases possuem objetivos diversos, então não é só voar reto e atirar, existem missões, por exemplo, de exploração e coleta de itens. O jogo pega forte na parte de upgrades, são vários atributos que podem ser melhorados muitas e muitas vezes, e cada fase, além do dinheiro padrão, vai te oferecer missões extras como ‘’não sofra dano’’,’’não deixe determinado inimigo fugir’’ etc, para arrecadar dinheiro extra. Também existem muitas cores e desenhos para a customização da sua nave.

Nossa impressão:
Muito Bom.
O jogo é muito bonito, ele não é caro, e tem umas melhorias pro gênero, como o tiro automático, que vai te poupar AQUELA DORZINHA de ficar surrando o botão de tiro quando você joga um shooter on rails. A dificuldade dele é relativamente alta, não é um jogo que é só sair jogando que você progride facilmente, até porquê ele quer que você melhore sua nave, faça as missões extras e adquira melhoramentos, mas fãs do gênero não vão também se surpreender ou se frustrar.

E por último, o talvez maior AAA third do mês, lançado no Japão no finalzinho do mês passado, finalmente está entre nós:

Atelier Ryza 2: Lost Legends & the Secret Fairy

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$327,00 na eShop dos EUA (US$60,00 – R$344,00 no Brasil)
  • Português (N)
  • Selo: Destaque do mês

Descrição do jogo:
A série Atelier é amplamente desconhecida fora do nicho de JRPGs (os RPGs com mais apelo oriental) mas tem já possui MUITOS títulos, só no Nintendo Switch, são ONZE JOGOS, é, tem mais Atelier do que Zelda no Switch hahaha O mais novo capítulo vai dar sequência ao bem sucedido ‘’Atelier Ryza’’, no caso ‘’Ryza’’ é o nome da protagonista. O jogo se trata de um RPG de turno e a série possui 2, vamos dizer assim, pilares:
1- Uma protagonista feminina ABSURDAMENTE adorável. 
2- Essa protagonista é uma alquimista, inclusive, ‘’Ryza 2’’ é um dos poucos jogos da série que não tem nada no nome que faz referência à alquimia.
Isso quer dizer que o jogo pega forte na transformação de itens que você coleta e na sua árvore de skills, então é uma série pra quem curte essa parte de aprimoramentos. Por último, o estúdio que o produz, a ‘’Gust’’, subsidiária da Tecmo Koei, alcançou um pouco mais de fama no ano passado ao fazer o jogo de Fairy Tail, que vocês viram um monte de vezes no ano passado aqui no canal.

Nossas impressões:
Ótimo.
Apesar daqueles NPCs bem figurantes mesmo, serem feinhos, o jogo em si é muito bonito, principalmente os personagens, claro, a protagonista, mas não só ela. O que mais surpreende no jogo é seu sistema de combate, que é de turno mas envolve uma barra que mostra quem é o próximo, que corre em tempo real, quem jogou Child of Light vai saber o que estamos falando. A história é uma sequência de 3 anos depois do primeiro, e esse é o primeiro jogo que qualquer um da equipe experienciou, mas nosso feedback é que dá para jogar, já que o jogo dá aquelas revisadas marotas tipo ‘’oh Coelho, quanto tempo! Acho que a última vez que nos vimos foi há 3 anos atrás, onde você me ajudou naquela batalha contra aquele monstro que nós selamos na caverna tal’’, sabem? O que for essencial saber eles vão te apresentar.

Agora eu peço um pouquinho de paciência e atenção pra 3 jogos mais desconhecidos, mas que merecem atenção.

Tadpole Treble Encore

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$45,00 na eShop do Brasil (US$9,00 nos EUA)
  • Português (N)
  • Selo: Jogo mais cativante

Descrição do jogo:
Lá no lago do sapo que não lava o pé, um filhote girino é raptado e levado pra longe de casa e você vai ajudá-lo a voltar. Para isso, você deve desviar dos obstáculos que se formam a partir da notação musical das músicas do jogo! É isso mesmo, a partitura da música são obstáculos ! E é a partitura mesmo, não só o Pedroka, músico aqui da equipe, confirma, mas o jogo também oferece um editor de fases onde você vai criar suas próprias músicas.

Nossas impressões:
Ótimo.
Apesar de não ser lá um candidato a melhor indie do ano, inclusive, esse jogo é de 2016 e saiu pro WiiU, eu acho BEM difícil você desgostar dele; é um jogo bem gostoso de jogar, simples na jogabilidade, mas que tem desafios extras pra você re-jogar a fases, é um jogo singular, e por 45 reais na eShop BR. Dêem uma chance aí, galerinha!

Rhythm Fighter

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$92,00 na eShop dos EUA (US$17,00)
  • Português (N)

Descrição do jogo:
Um roguelike onde seus passos e ataques precisam ser feitos no ritmo. Impeça a invasão alienígena, recrute novos aliados, escolha as melhores builds e refaça até ficar forte o suficiente. O jogo funciona com um sistema de troféus, é como a moeda do jogo, itens, personagens e modos de jogo são liberados com ele. Sua arte também é muito bonita e o jogo é bem fluído.

Nossas impressões:
Aprovado.
Vamos simplificar pra quem já conhece mais a biblioteca do Switch: É um ‘’Crypt of the Necrodancer’’ 2D e mais fácil também. Só que visualmente ele é mais interessante. Existe uma boa diversidade de armas pra você conhecer até ir se apegando e construindo suas preferências, aliás, não só armas, mas possibilidades de builds no geral. Ele é divertido, talvez não inovador, mas é muito mais do que um ‘’passou de ano’’, caso você se encaixe no público alvo, acho difícil se arrepender.

E o último game, é provavelmente o mais simples, mas também o mais barato, então, pra encerrar, vamos à:

Adverse

Vale a pena jogar no Nintendo Switch? - Janeiro 2021
  • R$ 22 no Brasil ! (6 dólares nos EUA)
  • Português (N)
  • Selo: Poderia ter sido melhor – mas ele é baratinho, então OK.

Descrição do jogo:
Adverse é um simples e direto jogo de plataforma 3D em primeira pessoa, onde você usa um arco e flecha para eliminar os inimigos que atiram em você e te derruba. O jogo não possui uma história, cada mundo tem 5 fases, o gameplay muda em cada mundo, existe ali um pensamento de level design temático pra cada mundo, mas, o seu personagem não possui qualquer aprimoramento, novo movimento ou coisa do tipo (pelo menos até 60% do jogo que foi onde o Pedroka chegou até escrever essa impressão).

Nossas impressões:
Satisfatório apesar do simplismo.
Então, vocês entenderam que o jogo é bem direto e, podemos dizer até cru… olhando aí os visuais vai ver que não tem nada demais, inclusive, tem umas fases que são meio feinhas… o jogo todo parece ser um beta polidinho. Mas aí que tá, ele custa 22 reais na eShop BR, e as vezes, você tá querendo um jogo assim, sem história, que não precisa entender o universo em questão. O típico jogo que você alterna com algum outro mais profundo, ou que você compra pra zerar enquanto espera um lançamento. O que eu quero dizer é que ele cumpre bem esse papel, ele tem fases diretas e rápidas, então se você quer jogar rapidinho, 5min enquanto seu filho foi no banheiro, antes de vocês saírem, é uma boa! E o gameplay em si, não tem problemas, bugs, quedas de FPS, nem nada. Ele é um jogo baratinho, que, poderia ter sido melhor, mas também não é nenhuma tragédia.

Esses foram os jogos que nós tivemos a oportunidade de jogar em Janeiro e trazer nosso feedback pra vocês, entretanto, tiveram mais alguns jogos em Janeiro que valem a pena serem ao menos citados:

  • RE : Zero – The Profecy of the Throne
  • Crossbow Bloodnight
  • Sword of the Necromancer
  • Olija
  • Gods will Fall
  • Tohu
  • Golden Force
  • Citizens Unite!: Earth x Space
  • The Unexpected Quest
  • Unspottable
  • Neoverse Trinity Edition
  • Shing!
  • Down in Bermuda
  • Epitaph

Considerações sobre o mês:
No geral, Janeiros costumam ser bem mais fracos. Sério. É início de ano e muitas publicadoras preferem não lançar nada, afinal, a galera acabou de torrar grana no Natal e promoção de Ano novo, etc… OK, não tivemos um jogo da Nintendo, mas tivemos bons thirds como Atelier Ryza 2 ou Scott Pilgrim, e indies marcantes como Cyber Shadow. E mais, foram muitos jogos ao menos bons, acho que qualquer um que caçar nossa lista de jogos que demos impressão ou na listagem, vai achar pelo menos um jogo pra no mínimo se divertir enquanto espera os peixes grandes que já saem no começo do ano!