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A misteriosa história do Pokémon Snap Death – Creepypasta #CoelhoMistérios

A misteriosa história do Pokémon Snap Death - Creepypasta #CoelhoMistérios

Iniciando a série #CoelhoMistérios aqui no portal Project N, a história de hoje traz um spin-off de Pokémon de um jeito meio macabro conhecido como Pokémon Death Snap.

Vídeo original de 01.07.2020

Era década de 90. Bruce não era muito fã de computadores, mas ele estava sempre jogando o seu Nintendo 64. Ele jogava sempre Super Smash Bros., Super Mario 64, Starfox 64, Mario Kart 64 e, claro, o Pokémon Snap. Ele jogou todos esses jogos tantas vezes, que já sabia tudo de cor.

Mas apenas o Pokémon Snap chamava a atenção de Bruce.

Ele ficava maravilhado com a estética do game. Os gráficos eram tão reais! Os anos foram se passando, e veio o PlayStation 2, mas Bruce ainda jogava o seu 64. A saudade da infância ainda era muito grande. Em uma semana de férias, Bruce resolveu ir na casa de um amigo. Ele era um daqueles amigos ricos que a gente tem. Ele tinha tudo, iPad, iPhone, vários computadores pela casa, vários instrumentos musicais. Além disso tudo, ele tinha também um Nintendo Wii.  E no Wii era possível jogar o Pokémon Snap.

Os olhos de Bruce brilharam. Era o jogo da infância dele. A música tema inicial era linda. E os gráficos tão realistas daquela época já não pareciam tão realistas quanto ele imaginava. O jogo já tinha um save, e o amigo de Bruce clicou em “Continuar”.

Em Pokémon Snap, você tinha que fotografar para o professor Oak todos os Pokémon em uma ilha com ambientes diferentes. Quanto mais fotos, mais ferramentas, mais itens. E quanto mais eles jogavam, mais Bruce relembrava seus tempos de infância.

“Quando voltar pra casa, vou resgatar meu 64 e jogar de novo”, ele pensou.

Chegando em casa, não deu outra. Ele correu pro porão e pegou o velho N64 e uma caixa com todos os cartuchos. Tudo estava muito sujo por ter ficado muito tempo sem usar. Mas a limpeza valeria a pena. Conseguiu limpar e, quando já era de noite, ele sentou em seu quarto, ligou os cabos em uma antiga TV de tubo.

A tela de loading apareceu, vibrante. Era a sua infância pulando na tela. Mas algo parecia estranho. Depois de um tempo, o jogo passou a mostrar várias distorções visuais. Tinha três faixas roxas verticais que iam e voltavam na tela.

“Ah, deve ser por causa da poeira”, Bruce pensou.

Como ainda dava pra jogar, Bruce continuou exatamente com as faixas roxas na tela. Bruce apertou “Start” e percebeu que não tinha a opção de continuar. Será que o save dele tinha sido perdido? Ele não sabia dizer. O jeito foi iniciar uma nova campanha. Ao iniciar uma nova campanha, coisas estranhas começaram a acontecer.

O seu personagem estava no laboratório do Professor Oak. Mas seus traços estavam alterados. Os olhos estavam arregalados, não tinha pupilas, e a sua expressão era muito severa. Junto com as faixas roxas, era muito estranho. Perturbador, Bruce diria.

O diálogo estava normal, mas as vozes estavam todas distorcidas, o que dava um aspecto mais macabro ao jogo. Movido pela curiosidade, Bruce continuou jogando. Afinal de contas, aquilo ali era apenas um erro por conta da poeira que ele tinha passado a tarde inteira limpando. Ou será que não?

As coisas estavam ficando mais estranhas à medida que ele avançava. Todos os Pokémon não tinham pupila também. E seus movimentos pareciam que não eram naturais. Eram… frios. E o céu estava verde. Não tinha nuvens e nem sol. Preocupado, Bruce acabou nem tirando as fotos dos Pokémon. Havia indicação de que um Pokémon estava seguindo Bruce. Mas não tinha sprite.

Então Bruce teve uma ideia: e se ele tirasse uma foto dele?

Foi o que ele fez.

Ao tirar uma foto, a tela ficou preta. E ele estava novamente no laboratório do professor Oak. Verificando as fotos que ele havia tirado, ele percebeu que a última foto não tava no seu inventário. O professor Oak agiu normalmente, dizendo “Bom trabalho!” Uma pausa se seguiu. 

Pareceram horas, mas foram poucos minutos. Uma voz disse: “… Você deixou entrar, não foi? Bem, você sabe o que isso significa … vá para o túnel”. “Que túnel?” Bruce tentou se recordar. Será que era o Tunnel Course? Bruce foi pra lá então! Quando entrou lá, ele percebeu que agora ele tinha todos os itens do jogo.

Mais adiante, ele se deparou com Electrode que parecia em agonia. Ele jogou uma maçã para ele, e a passagem para o vulcão se abriu. Electrode parecia implorar por ajuda. Alguma coisa tinha acontecido ali.

Bruce precisava saber o que era! Ele resolveu seguir o caminho para o vulcão. Bruce teve uma visão grotesca, ele viu alguns Pokémon pulando diretamente na lava, seguido de um grito agonizante. A ação foi tão rápida, que Bruce se questionou se tinha visto isso mesmo. Para piorar, as distorções roxas na tela estavam cada vez piores.

Quando ele conseguiu retomar que estava no jogo, ele percebeu que novamente tinha um Pokémon seguindo ele. Novamente sem sprite. Ele decidiu continuar Depois de alguma pesquisa, ele se deparou com um ovo.

Nesse momento, ele percebeu que um pokémon veio rolando diretamente em sua direção. Os olhos estavam cheios de raiva. Bruce tentou fugir, mas não dava mais tempo. O Pokémon era muito rápido. Quando ele entrou em contato com o personagem de Bruce, seu personagem foi jogado diretamente na lava. Bruce ficou muito preocupado com essa situação.

Após a tela de Game Over, ele estava de volta ao laboratório do Professor. E ele estava muito zangado. Ele disse: “Você deixou isso acontecer, não foi? Bem, você só tem que se culpar”. A tela ficou preta e o menu de seleção apareceu.

Oak estava sozinho, e a única opção na tela era “HELLL”, escrita com três Ls. A opção “Voltar” desapareceu, então Bruce não teve escolha. A única opção era clicar nessa opção. A cena a seguir foi absolutamente bizarra.

Bruce viu seu personagem e vários Pokémon flutuando na lava, agonizando. Depois de um tempo, Bruce ouviu uma voz altamente distorcida. Ou seria demoníaca?

“DIGA XIS!”

Era a mesma frase que seu personagem dizia ao tirar fotos dos Pokémon. A tela ficou preta e o videogame foi desligado. Ele ligou o videogame de novo e resolveu voltar para o menu. O jogo parecia normal. Ele resolveu olhar as fotos tiradas no seu inventário. Tudo estava como deveria estar.

Então ele resolveu olhar a última. Era a foto de seu personagem na lava. Bruce desligou o videogame e quebrou a fita. E ele nunca mais ouviu falar do paradeiro de seu personagem.

Será que isso tudo é verdade mesmo? Ou foi apenas um pesadelo?

Nem mesmo Bruce saberia dizer.


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]