Ei Nintendista! Já ouviu o último episódio do nosso podcast?

[Entrevista] Diego, o Lendário DIGPLAY, nos contando sobre seu início falando sobre Nintendo em 2014 e muito mais

[Entrevista] Diego, o Lendário DIGPLAY, nos contando sobre seu início falando sobre Nintendo em 2014 e muito mais

Hello gameeeeeeeers!

A entrevista de hoje está insana!!!!!!!

Qual o motivo disso ? Hoje o entrevistado é nada mais nada menos que o LENDÁRIO DigPlay (leiam isso me imaginando aos berros)!!!!!!!

Muitas exclamações, né? Não posso me conter…

[Entrevista] Diego, o Lendário DIGPLAY, nos contando sobre seu início falando sobre Nintendo em 2014 e muito mais

Project N – Diego, você começou o canal a alguns anos atrás na era WiiU. Durante a jornada do Nintendo Switch temos visto ports e mais ports do WiiU para a nova plataforma da Big N. Qual o seu pensamento sobre jogos portados da plataforma anterior para o Switão e a relação da precificação para esses títulos?

DigPlay – Acho ótimo jogos vindos do WiiU para o Switch. Como muitos sabem, o WiiU foi um console que vendeu muito pouco mas que possui uma biblioteca excelente de exclusivos que ficaram restritos a uma base de fãs muito específica devido ao insucesso de vendas do console. Agora, com a popularidade do Switch, esses jogos tem chance de receber o devido valor que mereciam lá atrás, assim como os donos do Switch vão ter a oportunidade de jogar excelentes jogos, que muitos até desconheciam da existência.
Quanto à precificação, acho que poderia ser mais amigável. Há jogos que justificam, tipo o Mario Kart 8 Deluxe. O jogo adicionou todas as DLCs e um modo Battle completamente reformulado, fora as melhorias de resolução. Acho super justo ter vindo com preço cheio. Agora, do lado de preços ‘injustos’, temos Donkey Kong Country Tropical Freeze como um bom exemplo. O jogo originalmente saiu a 50$ no WiiU e atualmente custa 30$ no console. Seu lançamento no Switch veio a 60$, preço cheio. Ok que tivemos uma adição de personagem, o Funky Kong, mas isso é muito pouco para justificar os 60$. Não me leve a mal, Donkey Kong Country Tropical Freeze é um excelente jogo, é o meu favorito da franquia e merece o valor cobrado, só que no ponto de vista do consumidor, acho que a Nintendo poderia dar uma ‘aliviada’ no preço de alguns jogos, não apenas dos ports. Já no ponto de vista de mercado, ela vende MUITO assim e eu entendo o porque, vide que a maioria dos donos do Switch não tiveram um WiiU. Por esse motivo, eu não vejo isso mudar durante um bom tempo.

Project N – Você é considerado o precursor sobre Nintendo no país. Poderia nos falar um pouco sobre a sua motivação para a criação do canal?

DigPlay – É, eu comecei no Youtube falando especificamente de Nintendo faz tempo, desde 2014. Costumo dizer que quando eu cheguei, tudo era mato (risos). Bom, eu tive uma época da minha vida um pouco afastada dos games devido a vida pessoal, sobretudo de consoles. Eu retornei no final da sétima geração, quando conheci o Wii por meio de um amigo que levou lá para casa em uma virada de ano. Me apaixonei pela proposta do console e meses depois consegui comprar um. Logo depois começaram as informações e o lançamento do novo console, WiiU. Vendi meu Wii, juntei uma grana e comprei o WiiU em Setembro de 2013, se não me engano. Com o console em mãos percebi que no Youtube quase ninguém falava do WiiU, muito menos um canal específico para falar de Nintendo. Com inspiração em canais que falavam de notícias de games, como Davy Jones do GameplayRj e outros, resolvi criar meu próprio canal para falar especificamente da Nintendo e do WiiU, que era o console do momento. Foi uma época difícil porque o interesse em Nintendo e seu novo console era MUITO BAIXO no Brasil. Passamos por momentos complicados, como a saída da Nintendo do Brasil, a fatídica E3 de 2015 e outras fases bem ruins da Nintendo se tratando de console de mesa, mas eu amava (e amo) o WiiU e a Nintendo demais e fazia por prazer. Com muita paixão e determinação, segui com o canal e estamos aqui até hoje.

Project N – Como você lida com a pressão de ser um canal referência no Brasil sobre Nintendo? A expectativa do público é algo que com o passar dos anos você passou a administrar de uma forma mais leve?

DigPlay – Na verdade, eu não sinto muito essa pressão. Eu entendo que de alguma forma eu sou visto como referência devido ao tempo de canal e ao tamanho dele que, para o meio da Nintendo, é relativamente grande, mas eu encaro o canal como uma troca de ideia de fã de Nintendo falando para outros fãs da Nintendo. Eu sou como qualquer outro que tem console e gosta da Nintendo, a diferença é que resolvi fazer um canal anos atrás e o mantenho até hoje. Tem muita gente que entende muito mais de Nintendo ou que joga muito mais do que eu. Eu vejo o meu canal como um meio para levar informação para as pessoas e emitir a minha opinião sobre os assuntos. Não tenho e nunca tive a intenção de ser o ‘Porta voz da Nintendo’ (a não ser que a Nintendo me contrate, aí é outra história (risos)). Acredito que seja por isso que algumas pessoas se frustram, porque acabam buscando no meu canal algum ‘paladino’ que irá defender a Nintendo com unhas e dentes, quando na verdade sou apenas mais um fã que tem sua própria opinião, que hora concorda com as políticas da Nintendo, hora discorda. Com isso, tem algumas pessoas que passam do ponto atacando minha vida pessoal e tem diversas atitudes agressivas de se referir a mim. Confesso que isso já me frustrou e, em determinados casos, me fez muito mal, mas hoje eu consigo lidar de boa. Nada que um block e ignorar não resolva (risos).

[Entrevista] Diego, o Lendário DIGPLAY, nos contando sobre seu início falando sobre Nintendo em 2014 e muito mais
Diego ao lado de Crash (que teve um ótimo port para o Switch).

Project N – O movimento “Queremos Nintendo no Brasil” foi uma mobilização impressionante no âmbito gamer nacional! Qual o impacto da criação dessa iniciativa para o cenário gamer Nintendista e o que podemos esperar como resultado pensando sobre o olhar da Nintendo para o nosso mercado?

DigPlay – O impacto foi MUITO positivo. Foi muito legal fazer parte desse movimento que só pedia coisa boa para todos nós. A BGS de 2019 foi uma demonstração de como a campanha foi importante, vide que por informações não oficiais, ficamos sabendo que a campanha foi utilizada na negociação da participação da Nintendo no evento. E o resultado nós vimos: A Nintendo estava linda com seu estande enorme e teve até jogo ainda não lançado para experimentar, o Luigis Mansion 3.
Logo após isso, tivemos vários movimentos da Nintendo no Brasil. Logicamente que vender console no país, abrir eshop, parceria com a Nuuvem, entre outras coisas, são decisões e ações que leva muito tempo e não foi uma reação direta ao movimento, mas acredito que tenha influenciado positivamente.

Project N – Um dos vídeos que considero mais especiais do seu canal, é o vídeo para o aniversário de 35 anos da franquia “The Legend of Zelda”. Poderia nos contar como se percebeu Nintendista ?

DigPlay – Esse vídeo foi puro coração. Embora eu não seja um estudioso da história de Zelda e seus jogos, é a franquia que eu mais gosto da Nintendo. Olha, eu só me percebi Nintendista velho, na época que peguei o Wii como já falei lá atrás. O console que eu mais amo é o Super Nintendo porque foi o console da minha infância, mas nessa época eu não fazia ideia do que era jogo da Nintendo ou não. Eu só alugava as fitas na locadora e jogava todo o final de semana sem parar. Tenho memórias muito boas com esse console. Só que hoje, olhando para trás, vejo que os jogos que mais me divertiam eram os da Nintendo e, claro, A Link to the Past era um deles. Quando eu retornei ao Wii e vi que tudo aquilo que eu jogava no Super Nintendo ainda existia e de forma magistral, não teve como e a ficha caiu: Sou um Nintendista (risos).

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Diego como Link (The Legend of Zelda).

Project N – A sua esposa Nati participa de alguns vídeos com você desde a época do WiiU. Ela também é Nintendista? Você a influenciou a jogar ou ela já era gamer?

DigPlay – A Nati não é Nintendista. Na real ela não é nada referente a ‘ista'(risos). Ela não tem muito o costume de jogar, embora ela goste. Na infância, ela jogava mais Master System e Mega Drive porque era o console que ela e o irmão tinham em casa. Ela não sabia quase nada de Nintendo. No Wii e WiiU foi onde ela conheceu e passou a jogar mais videogame. Jogávamos muito juntos os party games, como Just Dance, Wii Sports, Nintendo Land (que é um jogaço para jogar com a galera, mas injustiçado, coitado), Mario Party, entre outros. Jogamos também muito House of the Dead Overkill e o jogo favorito dela, Obscure: The aftermath. Ela também ama Resident Evil e zerou o 2 remake na Steam. Então dá para ver que ela não é muito padrão (risos).

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Diego e sua esposa Nati em evento no Rio de Janeiro.

Project N – Um dos rumores mais comentados a alguns anos é sobre o switch pro? Após as últimas informações que obtivemos através da Bloomberg esses rumores ganharam ainda mais força. Qual a sua opinião a respeito do “lendário” switch pro?

DigPlay – Eu costumo dizer em meus vídeos que ‘onde tem fumaça, tem fogo’. Eu acredito sim que a Nintendo tem aí no forno um novo ‘Switch’ mais parrudo, para atender as especificações de jogos mais pesados e ao público mais sedento por resoluções e FPS. Só que, sinceramente, fico muito em dúvida referente a quando isso vai acontecer porque as vendas do Switch atual estão absurdas de alta, então acho que a Nintendo vai segurar isso ao máximo.
Se eu fosse dar um pitaco, chutaria que o lançamento desse console seria para o início de 2022.

Project N – Muito se fala sobre a defasagem de Hardware do Nintendo Switch e os “gráficos capados”  em ports de jogos Thirdy Party. A chegada do tão desejado Switch Pro se faz necessária para acompanhar os ports dos jogos da nova geração?

DigPlay – Sim e não.
Acho que tem jogo que cumpre bem o papel no Switch, como o The Witcher 3, Dark Souls Remastered, Dragon Ball FighterZ, Mortal Kombat 11 (depois de alguns patchs), entre outros. O Switch é um console híbrido, então ele tem que ser visto como tal, até mesmo falando de resolução e gráficos. Quem tem o Switch e quer jogar third party tem essa consciência e vai aceitar esses jogos do jeito que estão. Acho importantíssimo isso para a biblioteca do console.
Só que temos ports que são muito ruins ou injogáveis que nem deveriam ter saído para o console, seja pelo jogo ser muito pesado ou um mal trabalho da desenvolvedora. The Outer Worlds e Ark Survival são bons exemplos dos dois casos.
O problema é que com a chegada do Ps5 e Series X, vamos ver cada vez menos jogos saindo para o Switch. Acho isso ruim, porque dá menos opção para os donos do console.
Um Switch PRO dá a oportunidade de jogos que nunca sairiam para o Switch base, sair. Não vejo isso como ‘segregar base’, mas sim dar mais opção para quem quer dar um upgrade de hardware.

Project N – Estou muito curioso sobre quais jogos estariam entre os seus favoritos no switch. Consegue pensar em um top 5?

DigPlay – Difícil essa, hein? (risos)
Acho que rapidamente, seria:
1) The Legend of Zelda: Breath of the Wild
2) Super Mario Odyssey
3) Super Mario Maker 2
4) Pokemon Lets Go Pikachu
5) Xenoblade Chronicles Definitive Edition

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Curtindo aquele jogo maroto.



Project N – Seus vídeos comparando jogos portados para Nintendo Switch vs a versão original são muito interessantes e parecem dar um grande trabalho! Qual o objetivo de trazer esse formato de vídeo para a comunidade e como você concilia as atividades do canal, trabalho e a vida pessoal?

DigPlay – Dá bastante trabalho mesmo. O objetivo é mostrar qual foi o tratamento do port para o Nintendo Switch. Todos sabemos que os demais consoles da oitava (e agora nona) geração são mais potentes que o Switch, logo é meio óbvio que qualquer jogo vai ficar melhor nesses consoles. Eu gosto de mostrar quando uma desenvolvedora faz um bom trabalho, como no caso de Crash Bandicoot 4 e gosto de evidenciar também quando não faz, como com Bloodstained: Ritual of the Night. Às vezes eu critico alguns ports e a galera torce o nariz, como se eu tivesse apontando um defeito para falar mal do Switch, quando na verdade muitas vezes eu estou criticando a desenvolvedora que deveria fazer MAIS por seu jogo no console. Foi assim com meu vídeo de Mortal Kombat 11, por exemplo.
Essas comparações e vídeos de críticas eu acho legal para a galera saber o que esperar do jogo.
Olha, conciliar as atividades do canal com vida pessoal e trabalho formal é difícil. Isso é possível devido a poucas horas de sono e de jogatina (risos). Eu me canso mas é recompensador.

Project N – Em um cenário econômico difícil como o de nosso país, qual é o seu critério de cuidado com o tratamento das informações veiculadas no seu canal que levam a comunidade Nintendista a decidirem ou não por investir em determinados títulos?

DigPlay – Isso é complicado demais. Por mais que eu tenha falado que não sinto muita pressão por ser uma ‘referência’ na outra pergunta, eu sei que influencio muita gente. Com isso, eu tento sempre ser o mais coerente possível e fazer vídeos mostrando promoções ou se um jogo vale ou não por ‘x’ ou ‘y’ razão, daí a pessoa decide se vale ou não investir a grana. Esse é um dos motivos dos meus vídeos ‘Vale a pena comprar o Switch em 20XX?’. Neles eu tento sempre listar tudo o que o console tem de jogos, benefícios e malefícios. Quanto a preço, a gente sabe que TUDO relacionado a Nintendo é caro, principalmente pelo valor do dólar. Então quando vou noticiar uma promoção, eu tento sempre não colocar ‘ESTÁ MUITO BARATO’ porque de fato não está e não é. Uma promoção de Switch a R$2300 é um GRANDE desconto no preço base de R$3000, mas não quer dizer que está MEGA BARATO.

Project N – Você é tido como um dos youtubers mais carismáticos da comunidade Nintendista. Fale um pouco sobre a  sua interação com o comunidade.

DigPlay – Sou? (risos)
Eu gosto de interagir com a galera, principalmente nas redes sociais por fora do Youtube (Twitter e Instagram) compartilhando experiências, trocando ideias ou ajudando em dúvidas. É bem legal.
Eu me afastei do Facebook porque infelizmente é um lugar que pode ser muito tóxico. Cheguei a ter um grupo com quase 5mil pessoas, mas tive que fechar porque dava mais dor de cabeça que diversão. Aí não fica saudável.
Eu sinto MUITA falta de encontros com a galera. Já fiz em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e a BGS 2019 foi gostosa demais. Energia lá em cima com a galera, trocando ideias e jogando. Bom demais.
Infelizmente faz mais de um ano que isso não é possível devido a pandemia. Espero que em 2022 consigamos voltar com isso tudo.

[Entrevista] Diego, o Lendário DIGPLAY, nos contando sobre seu início falando sobre Nintendo em 2014 e muito mais
Diego com fãns em evento nintendista.


Project N – Onde o pessoal pode encontrar o seu material e quais as suas redes sociais?

DigPlay – Canal de Youtube DIGPLAY, Twitch.com/DIGPLAY ou no Twitter/Instagram pelo @canaldigplay

Project N – Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores?

DigPlay – Espero que tenham curtido essa entrevista e agradeço pelo carinho de sempre comigo e com o canal.


Vamos que vamos que tem muito mais por vir no Switão da massa 🙂

Tenho certeza que a nossa galera curtiu e muito essa entrevista com o lendário DIGPLAY!

Foi um grande prazer realizar mais essa entrevista para vocês.

Aqui é o David Esquivel, seu colunista gamer favorito 🙂

Nos vemos na próxima!!!

Let me take a breath… ok ok

Hoje o convidado dispensa apresentações. Diego (mais conhecido como DigPlay) é o precursor no quesito youtuber voltado para a esfera nintendista. Seu canal conta com materiais desde a era WiiU. Tenho certeza de que essa entrevista será tão divertida para vocês quanto foi para nós dois.

Sem mais delongas, let’s start!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

David Esquivel
Carioca cheio de energia que começa mil jogos ao mesmo tempo e depois se pergunta: como eu vim parar aqui nesse RPG? Instagram: @david.o.esquivel Twitter: @David_Holiver