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Wonder Boy: Asha in Monster World

Wonder Boy: Asha in Monster World – Nas nuvens com o novo velho clássico

Wonder Boy: Asha in Monster World te leva para um mundo de magia, aventura, nostalgia e tudo isso ao lado de um companheiro muito fofo!

Em 1994 a SEGA lançava exclusivamente no Japão, o sexto e final (até então) capítulo da franquia Wonder Boy / Monster World: Monster World IV, um plataforma de ação e aventura desenvolvido pela Westone e situado no mundo dos monstros e com a nova protagonista Asha e seu fiel companheiro Pepelogoo. 27 anos depois chega em 28 de Maio ao Nintendo Switch Wonder Boy: Asha in Monster World, da desenvolvedora Studio Artdink e da publisher ININ Game, uma reimaginação do clássico, agora para todo o mundo conhecer e se encantar com o universo da série.

O novo título da franquia contou ainda com membros originais da equipe criativa de Wonder Boy no comando, como o próprio criador da série Ryuichi Nishizawa (que voltou para liderar e dirigir este novo jogo), o compositor original Shinichi Sakamoto (que irá produzir os sons do jogo, desta vez), o designer de personagens Maki Ōzora e o gerente criativo Takanori Kurihara. E com tanto cuidado e qualidade empenhados para desenvolver o “remake” não é surpresa que Wonder Boy: Asha in Monster World seja um belíssimo trabalho de reconstrução.

No Mundo dos Monstros

Estamos de volta mais uma vez no Monster World, mas desta vez seguimos Asha e sua tarefa de libertar os quatro espíritos confinados pelas forças do mal para salvar o reino e a rainha daquele lugar. Felizmente, ela não tem que enfrentar esta aventura sozinha, pois logo ela encontra seu novo companheiro, um Pepelogoo azul muito especial. Pepelogoos são criaturas aladas que são companheiras dos habitantes locais, como animais de estimação, e o de Asha tem cor diferente e vai ajudar bastante ela na jornada em busca de derrotas as forças malignas do local.

O jogo se mantém fiel ao clássico de plataforma da SEGA, mas tem uma arte renovada para um estilo 2.5D, aquela mistura conhecida entre o 2D em gameplay, mas 3D na parte gráfica. Confesso que no começo tal escolha tenha me deixado um pouco com o pé atrás com o título, já que tinha amado o estilo gráfico utilizado nos remakes e novos jogos anteriores da franquia que já estão no Nintendo Switch. Wonder Boy: The Dragon’s Trap, remake do terceiro título da série de 1989 (ou o jogo da Turma da Mônica aqui no Brasil), ganhou um estilo artístico cartunesco, quase como desenhado a mão, impecável quando lançado em 2017, seguido por outro no mesmo estilo de desenho com sua sequência espiritual Monster Boy and the Cursed Kingdom em 2018. E o 2.5D escolhido para este remake tinha então me feito ficar suspeito.

Mas ainda bem que queimei a língua, já que a arte funciona muito bem e está muito bem cuidada e trabalhada. O jogo é bonito, bem desenhado, e as cutscenes estão incríveis. E o jogo é um plataforma no melhor conceito do gênero, pulos, inimigos, coletar moedas, baús escondidos e vencer chefões. Tudo o que buscamos em um ótimo game de ação e aventura em plataformas.

Wonder Boy: Asha in Monster World - Nas nuvens com o novo velho clássico

Monstros Interiores

Todo o cuidado com que o jogo teve ao ser retrabalhado também traz algumas falhas de jogos antigos que poderiam ser melhor trabalhadas em consoles atuais. O Pepelogoo traz alguns elementos que claramente poderiam ser adaptados à protagonista sem perder o carisma da franquia, como o pulo duplo, por exemplo, que só pode ser realizado ao segurar seu pequeno companheiro alado. Mas para se manter fiel ao original, entendo a escolha feita por se manter.

Já não entendo, por exemplo, por que não se atualizou o modo de salvamento já que o jogo não possui salvamento automático (descobri isso da pior maneira possível, morrendo e voltando muito atrás no jogo), ou mesmo seu fator replay que quase não existe já que não tem muito sentido voltar para estágios anteriores do jogo, ou mesmo a música, que foi incrivelmente refeita, mas com isso trazendo também sua monotonia e repetitividade que consoles anteriores tinham.

Fim da Série

Wonder Boy: Asha in Monster World traz o melhor (e também um pouco do pior) da série clássica nesse mundo incrível recheado de magia e aventura plataforma para nós revivermos ou conhecermos este mundo de monstros. Monster World IV foi o final da franquia em sua primeira “época” de lançamento, e espero que com este remake a série seja levada a seguir. Um jogo novo desse mundo tem muito a ganhar e crescer com a geração atual de consoles e principalmente no Nintendo Switch.

É um jogo que por R$178,45 na eShop nacional merece ser experimentado por quem gosta da franquia, por quem gosta do gênero e mesmo que o jogo não traga as transformações em monstros que títulos anteriores tinham, tem seu próprio carisma e personalidade com uma protagonista única e um companheiro que batalha que merece aparecer ainda muito mais. E se você conseguir garantir o jogo físico, ele ainda acompanha o jogo original remasterizado. Incrível!

Wonder Boy: Asha in Monster World
7.9 / 10 Nota Final
Prós
- Ótimo e fiel remake
- Arte bem trabalhada
- Dublagem em japonês te traz mais para o mundo do jogo
- Muito carisma e personalidade
- Um ótimo jogo plataforma
- Versão física traz o jogo original
Contras
- Pouco fator replay
- Trilha sonora por vezes repetitiva
- Não tem salvamento automático
- Alguns elementos datados
Resumo
Wonder Boy: Asha in Monster World recria com fidelidade (pelo lado bom e ruim) o universo de Monster World IV, cheio de carisma, personalidade e gameplay interessante e variada. Vale a pena ser jogado.
Design
Trilha Sonora
Diversão
Gameplay
Custo x Benefício

[Nota do Editor: Wonder Boy: Asha in Monster World foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela PR Hound para avaliação.]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]