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Sonic The Hedgehog na Nintendo

30 anos de Sonic – A jornada do Ouriço Azul na Nintendo (Parte 1)

Um dos personagens mais rápidos dos videogames e mascote da SEGA, Sonic the Hedgehog, está completando 30 anos no dia 26 de junho. Para comemorar esse aniversário e refletindo sobre como é possível jogar os melhores jogos do Sonic em consoles da Nintendo, decidi escrever um artigo não apenas informativo, mas com um pouco da minha opinião sobre esses jogos e também como alguém curioso para saber qual a relação de vocês, leitores, com esse personagem e seus jogos disponíveis para as plataformas da Nintendo.

Sonic The Hedgehog na Nintendo

Para os mais velhos, aqueles que viveram uma parte dessa grande rivalidade entre Nintendo e SEGA, ver esse personagem nos consoles da Nintendo ainda pode soar um tanto quanto irônico, enquanto para os mais novos é algo tão normal quanto encontrar alguém com o nome de João ou Maria (Ou até Enzo e Valentina). De uma forma geral, muitas pessoas já conhecem o personagem, então não irei contar sua história desde o primeiro jogo para Mega Drive em 1991, mas sim a sua jornada nos consoles da Nintendo.

Como existem muitos jogos para abordar, já que houveram vários lançamentos nos consoles de mesa e nos portáteis, irei me ater aos jogos principais, falando pouco sobre os spin-offs, além de separar o artigo em duas partes, a primeira abordando os jogos nos consoles de mesa da Nintendo e a segunda parte abordando os jogos nos portáteis. Ah, e como o Nintendo Switch é uma mescla dos dois, decidi colocar aqui nos consoles de mesa mesmo! Vamos lá?

Os primeiros anos com a Nintendo

No mesmo ano que a SEGA declarou o fim da produção do Dreamcast, em 2001, ela foi atrás de kits de desenvolvimento dos consoles da Sony, Nintendo e Microsoft. O primeiro jogo a aparecer nos consoles da Nintendo foi o Sonic Adventure 2, lançado na metade daquele mesmo ano para o Dreamcast e chegando no GameCube mais tarde, em dezembro de 2001.

Chamado de Sonic Adventure 2: Battle, o jogo trouxe não apenas melhorias gráficas, mas também diversas novidades no multiplayer. Particularmente, Sonic Adventure 2 é um dos meus jogos favoritos do Sonic, tanto pelas suas mecânicas, tirando as fases do Knuckles e Rouge, que são um pesadelo, quanto pela sua trilha sonora e também por apresentar um personagem que se tornou icônico para a franquia, o Shadow. É uma pena que ainda não tenham portado o game para o Nintendo Switch, pois eu acredito que seria uma adição perfeita ao híbrido da Nintendo.

30 anos de Sonic - A jornada do Ouriço Azul na Nintendo (Parte 1)

Dois anos depois, em 2003, os nintendistas puderam jogar o primeiro Sonic Adventure no GameCube, agora chamado de Sonic Adventure DX: Director’s Cut. O jogo trouxe desafios extras e algumas melhorias gráficas se comparado a versão de Dreamcast lançada em 1999, acredito que uma das melhores coisas foi estar rodando a 60fps no GameCube, contra os 30fps do jogo original, mas infelizmente permanece com alguns problemas de câmera que parecem ser padrão de jogos 3D do Sonic. Ainda tenho uma falsa esperança que um dia a SEGA pode lançar esse jogo para o Switch algum dia também.

Por fim, ainda em 2003 o primeiro jogo multiplataforma original do Sonic foi lançado no GameCube, Sonic Heroes. Apesar de tentar trazer novidades em sua mecânica, onde três personagens estavam presentes durante as fases e você poderia alternar entre eles e usar habilidades, era um jogo recheado de bugs, e que já começava a demonstrar os tropeços da SEGA com seu mascote e apesar disso, a versão do jogo no GameCube é considerada uma das melhores, especialmente pelos gráficos melhorados e performance mais estável. O jogo tenta fugir um pouco do que os Adventure 1 e 2 trouxeram, mas ainda tentando entender como o personagem funciona em um ambiente 3D (acho que até hoje a SEGA tá tentando descobrir, pra falar a verdade). Particularmente não me faz falta, mas caso você não tenha jogado e tenha oportunidade, é possível que você tenha uma boa experiência.

De qualquer forma, coisas melhores estavam chegando…

Os melhores anos junto à ex-rival (até agora)

Aqui as coisas realmente começam a melhorar para os fãs da Nintendo (e eu tô falando muito sério). O próximo jogo principal da franquia foi o Sonic The Hedgehog (2006), que graças aos bons Deuses o Nintendo Wii não recebeu uma versão desse jogo. Depois do seu fracasso nas outras plataformas, a SEGA começou a desenvolver uma nova engine para os jogos 3D do Sonic, em uma tentativa de salvar a série. Apesar dos jogos de Wii não utilizarem essa engine, eles se aproveitaram de diversos aspectos positivos dela.

O primeiro jogo a utilizar a nova engine da SEGA foi o Sonic Unleashed, que recebeu várias críticas positivas relacionadas a jogabilidade do Sonic nas fases de dia, e uma enxurrada de críticas negativas relacionadas às fases de noite, onde o Sonic se transformava em um “lobisomem” (ou se preferir, Werehog! haha) e sua jogabilidade ia de algo rápido e frenético para uma pancadaria com inimigos genéricos numa tentativa frustrada de alongar o game.

Como alguém que jogou tanto no Xbox 360 quanto no Wii, preciso dizer: Eu prefiro a versão de Wii! A versão de PS3 e 360 tem uma área de “mundo semi-aberto” muito desnecessária, fazendo com que as partes chatas do game se prolonguem, enquanto o Wii é mais “direto ao ponto”, apesar de diversos downgrades gráficos e de conteúdo, o jogo é muito bom no Wii, sendo bem sincero até as partes de pancadaria se tornam menos chatas usando os controles de movimento. Eu não acredito que a SEGA irá tocar em Sonic Unleashed novamente algum dia, mas ele serviu de bom aprendizado para o que vinha a seguir…

Antes de falar do próximo jogo da série principal, gostaria de deixar minhas menções honrosas a dois spin-offs que a SEGA desenvolveu exclusivamente para o Nintendo Wii, que são Sonic and the Secret Rings e Sonic and the Black Knight chegando em 2007 e 2009, respectivamente. São jogos um pouco fora da curva, especialmente pelas suas histórias, e fazem um uso interessante dos controles de movimento do Wii e apesar de vários problemas (ainda) relacionados ao jogos serem 3D acontecerem, vale a pena dar uma conferida neles. 

30 anos de Sonic - A jornada do Ouriço Azul na Nintendo (Parte 1)

Chegando quase no fim da vida do Wii, o próximo jogo da série principal, Sonic Colors, foi lançado em 2010 e sim, é definitivamente um dos melhores jogos do ouriço de todos os tempos, contando tanto os jogos 3D quanto os jogos 2D. Em Sonic Colors temos a ajuda de seres extraterrestres, chamados de Wisps, que dão novos poderes ao Sonic durante sua jornada, isso faz com que as fases fiquem mais interessantes, já que dependendo do caminho que você tomar e do Wisp que você usar, você pode adquirir alguns extras e diminuir o seu tempo na fase, criando um fator replay muito interessante. O jogo conta com gráficos bem interessantes no Wii, e eu passei passei muitas horas jogando no Wii e no DS, então fiquei muito animado quando eles anunciaram em maio de 2021 que o jogo será relançado para as plataformas atuais, incluindo o Switch, estou ansioso para joga-lo novamente.

Em 2010 a SEGA também trouxe uma tentativa de reviver os primeiros jogos da série, com Sonic The Hedgehog 4 – Episódio 1, um jogo 2.5D que foi lançado no WiiWare e apesar de alguns problemas de física, ainda consegue ser um jogo muito divertido. Nunca entendi o motivo pelo qual o Episódio 2, lançado em 2012, nunca apareceu em uma plataforma da Nintendo (não que faça falta).

Com isso, chegamos ao fim dos principais jogos que você pode jogar no Nintendo Wii. Vamos para o próximo nível?

Altos e baixos com o Wii U e Nintendo Switch

A SEGA continuou olhando para a Nintendo com bons olhos. Apesar de não ter lançado o game de 2011, Sonic Generations, no Wii ou Wii U, ela ainda desenvolveu uma versão para o 3DS e em paralelo decidiu renovar um pouco os visuais e estilo de jogo para o próximo lançamento da franquia na Nintendo. Foi aí que nasceu Sonic Lost World em 2013. 

Sonic Lost World ganhou versões de Wii U e 3DS, eu diria que os jogos tentam beber um pouco de Mario Galaxy no estilo das suas fases e que eu considero bem fora da curva para os Sonic 3D, com alguns problemas de gameplay (como sempre?), e chefes um tanto quanto fracos, apesar do jogo tentar empurrar uma “personalidade” nos personagens, mas que depois que você se acostuma com algumas dessas questões se torna algo bacana de experimentar e eu diria até de apreciar, pois as fases tem um visual realmente muito interessante na sua construção!

Para finalizar os jogos já lançados com chave de ouro e de… bronze(?), em 2017 tivemos o aclamado jogo 2D Sonic Mania e o bem duvidoso port de Sonic Forces para o Nintendo Switch. Foi um ano bem balanceado, levando em conta que na última década a SEGA sofria para fazer um jogo 3D do Sonic, vir com um jogo 2D tão bem trabalhado fez muito bem para a franquia e para todos os fãs. Sonic Forces, apesar dos seus defeitos, ainda considero uma boa experiência (mas um pouco longe do Generations e Colors).

30 anos de Sonic - A jornada do Ouriço Azul na Nintendo (Parte 1)

Sonic Mania foi lançado em agosto de 2017 e é muito similar aos primeiros jogos 2D da franquia, trouxe trazer inúmeras melhorias gráficas em pixel art que na época (obviamente) não eram possíveis, além de um level design muito interessante e cheio de caminhos para escolher. É um dos meus jogos 2D favoritos, junto dos dois primeiros da franquia, e acredito que é essencial para qualquer fã de jogos de plataforma.

Já Sonic Forces foi lançado no final de 2017 e recebeu críticas bem mistas. O “Sonic clássico” apresentado em Sonic Generations está de volta nesse jogo (afinal, todos amaram ele), mas existe também um interessante sistema de criação e customização de personagem. Sim, você pode criar o seu próprio “Sonic”, e isso seria incrível… se não fosse trágico. Não é que não seja interessante criar um personagem, ou que as fases desse personagem customizável sejam ruins, mas acaba que tudo se torna subaproveitado, o jogo não explora direito o Sonic clássico, nem o Sonic moderno e muito menos esse novo personagem que nós criamos, além de ter uma inteligência artificial muito fraca e resumindo as fases do Sonic moderno a apertar o botão de boost e simplesmente… “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Sonic Forces no Nintendo Switch tem outra questão, que é a taxa de framerate, enquanto nas outras plataformas temos o jogo a 60fps, no Switch temos o jogo rodando a 30fps. Tá, o Sonic Colors rodava a 30fps no Wii e isso não era um problema pra mim na época, pois todas as outras qualidades do jogo faziam os 30fps não serem um problema, mas isso incomoda um pouco aqui no Sonic Forces.

Aliás, espero que o Sonic Colors rode a 60fps no Switch, pois isso torna a experiência do jogo ainda mais prazerosa, fora que é um jogo de 2010, então no hay excusas, SEGA, traga Sonic Colors no Switch a 60fps!

Assim terminamos os principais jogos lançados em consoles de mesa da Nintendo até agora. 

O que nos espera pela frente?

Sonic Rangers anúncio

Comemorando os 30 anos do ouriço, a Sega já tem seus próximos dois lançamentos marcados para chegar no Nintendo Switch: O primeiro é o (re)lançamento de Sonic Colors: Ultimate em setembro desse ano, um dos melhores jogos do Sonic sendo relançado quase 10 anos depois, com gráficos remasterizados, gameplay aprimorada e um novo tipo de Wisp, é um prato cheio tanto para fãs antigos quanto para quem está chegando agora. E o próximo jogo principal da série, Sonic Rangers, chegará também ao Nintendo Switch em 2022, porém seus detalhes ainda são escassos, mas fiquem de olho aqui no portal para todas as novidades, pois alguns rumores já começaram a surgir na net!

E é isso, essa é uma parte da jornada do Sonic nos consoles de mesa da Nintendo. Como podemos observar, existem muitos jogos do personagem em todas as plataformas da Nintendo, mas não acaba aí, fiquem de olho na parte 2 para saber mais sobre os jogos do Sonic do GameBoy Advance ao 3DS!

Gotta Go Fast!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Ítalo Guttemberg
Pernambucano arretado, publicitário e adoro jogos de aventura e RPGs no geral! Atualmente rejogando Breath of The Wild e descobrindo pela primeira vez a maravilha que é Octopath Traveler.