Nem imagino o quanto demorei nas primeiras horas de Divinity: Original Sin 2, game desenvolvido e publicado pela Larian Studios, mas não por conta de um desempenho ruim. Muito pelo contrário: trata-se de um jogo que carrega uma enorme quantidade de informações e te insere em um mundo vasto, denso e cheio de possibilidades. Há muita coisa para absorver e, agora, com uma resolução mais nítida aliada a uma taxa de quadros fluida, a experiência se torna ainda mais notável no Nintendo Switch 2.
Os 30 fps no modo portátil proporcionam uma jogabilidade estável e agradável e, no fim das contas, o jogo não exige urgentemente os 60 fps para entregar uma boa experiência. Já no modo dock, a história muda: o título alcança os 60 fps e se mantém firme nessa taxa durante todo o tempo testado. Além disso, graças ao aumento da resolução para 1080p, a imagem está significativamente mais nítida na tela, acompanhada de melhorias na iluminação e nas sombras. Soma-se a isso tempos de carregamento felizmente bastante reduzidos.

A personalização de personagens é praticamente ilimitada, mas cada escolha realmente importa e a quase completa falta de explicações pode acabar te punindo por dezenas de horas. A rica história principal e suas inúmeras subtramas funcionam como uma recompensa gratificante, reservada àqueles dispostos a mergulhar fundo nesse universo. Comecei minha aventura como uma humana maga, esperta e traiçoeira, e logo ficou claro que cada um dos seis personagens disponíveis oferece uma história própria e um caminho único a ser trilhado pelo mundo do jogo.
A jornada começa com o despertar em um navio, usando uma coleira que silencia sua essência — uma magia poderosa que, segundo rumores, atrai bestas sombrias vindas do vazio. Não demora muito para que o navio seja atacado e afunde pelas mãos dessas criaturas, levando você até Forte Joy, uma prisão destinada a pessoas como você. Logo de início, é fácil se sentir sobrecarregado pela quantidade de sistemas, possibilidades e decisões disponíveis. A partir daí, você se une a outros três personagens à sua escolha, cada um com sua própria história, personalidade e interações únicas com os NPCs do mundo.
No meu caso, me juntei a uma elfa capaz de ajudar a encontrar itens escondidos, além de Ifan ben-Mezd, um personagem temido por muitos por seu passado marcado por assassinatos. Há diversas opções para compor sua equipe, e cada integrante traz habilidades, recursos e poderes próprios. Ainda assim, é possível direcionar seus comportamentos e decisões por meio dos diálogos, moldando a dinâmica do grupo conforme suas escolhas — algo que ficou bastante claro ao longo da experiência.

As horas iniciais são preenchidas com missões oferecidas pelos moradores da cidade, que vão desde a busca por ladrões até o fortalecimento de reputação com comerciantes locais. O que chama a atenção é a forma como cada uma dessas tarefas se diferencia: não há espaço para missões de coleta genéricas ou batalhas aleatórias sem propósito. Em Divinity: Original Sin 2, cada encontro é cuidadosamente construído em torno do ambiente, e as missões propostas pelos NPCs são tão intrincadas que exigem planejamento estratégico sobre quem enfrentar — e, principalmente, quando fazê-lo.
Essa complexidade se estende às interações sociais. Escolher o alvo errado pode facilmente desencadear uma briga generalizada no meio da cidade, afetando não apenas a missão em questão, mas toda a dinâmica do local. Trata-se de um sistema punitivo, porém coerente, que reforça o peso das decisões do jogador.

Durante a tentativa de escapar de Forte Joy, diversos NPCs apresentam caminhos alternativos para a fuga, cada um com consequências próprias. Garwin é um desses personagens e exemplifica bem como o jogo não se preocupa em proteger o jogador de escolhas moralmente questionáveis ou finais desfavoráveis. As decisões tomadas ao longo dessas interações moldam o desenrolar dos eventos de forma orgânica.
Outro destaque está no alto nível de interatividade do mundo. Superfícies envenenadas não apenas causam dano contínuo, como também podem ser incendiadas; poças de óleo seguem a mesma lógica; e o uso de magia de água logo após habilidades de fogo pode anular completamente estratégias previamente montadas. Esses sistemas se entrelaçam para criar batalhas dinâmicas, nas quais o ambiente é tão importante quanto as habilidades dos personagens.

Para compreender o sistema de combate, é essencial destacar que os personagens iniciam cada batalha protegidos por armadura mágica e armadura física, determinadas pelos equipamentos utilizados. Essas camadas funcionam como uma defesa inicial contra efeitos debilitantes e devastadores, como choque, congelamento ou mutilação. As interações ambientais têm papel central: a combinação de um barril d’água com uma granada de fogo, por exemplo, gera uma nuvem de vapor — eficiente para bloquear ataques físicos, mas extremamente perigosa quando exposta a magias elétricas.
Movimento, ataques e habilidades consomem uma quantidade bastante limitada de Pontos de Habilidade, o que exige planejamento cuidadoso a cada turno. Vale ressaltar que Forte Joy representa apenas uma pequena fração do primeiro mapa do jogo. A todo momento surgem novas cavernas para explorar, rotas alternativas e grupos de aventureiros com histórias próprias, reforçando a sensação constante de descoberta.

A complexidade inicial pode ser intimidadora, o que torna os ajustes de dificuldade e os mods inclusos — como o aumento da velocidade de movimento fora de combate — recursos bem-vindos para tornar a experiência mais confortável. Ainda assim, os pontos fortes de Divinity: Original Sin 2 passam a se destacar de forma mais evidente no segundo mapa. A Costa do Ceifador expande drasticamente o escopo apresentado em Forte Joy, oferecendo um mundo vasto, praticamente sem barreiras à exploração. Lojas repletas de itens, edifícios cheios de segredos e a presença de um espelho mágico que permite redistribuir atributos ampliam ainda mais a liberdade do jogador.
O principal fator que pode gerar sobrecarga está na enorme quantidade de opções disponíveis para a distribuição de pontos e construção de builds. Cada peça de equipamento possui características únicas, tornando o processo de otimização algo profundo e, muitas vezes, demorado. Para fãs de RPGs, essa complexidade é um atrativo evidente. Por outro lado, jogadores com pouco tempo disponível podem se sentir desencorajados, já que o jogo facilmente ultrapassa a marca das 100 horas, especialmente ao considerar rejogadas.
Para quem não está familiarizado com RPGs tão densos, o combate pode lembrar, em espírito, The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017), ao funcionar como um verdadeiro campo de experimentação. A interação constante com o ambiente e a combinação criativa de habilidades e magias permitem a criação de estilos de jogo únicos ou, no mínimo, proporcionam momentos de pura admiração ao ver ideias improváveis se concretizarem em batalha.

Para esta atualização o modo mouse não esta disponível, e a câmera ainda é estranha pra quem não esta acostumado. E o jogo em alguns momentos enquanto saia e deixava no modo espera, ele fechava sozinho. Mas a taxa de quadros como disse é um ponto forte, e melhor desempenho e uma melhor resolução.
The game presents a living, pulsating world; Larian Studio did a very good job of refining it for our Switch 2 version. The game delivers a rich story, extreme character development, and a gameplay experience that will keep you happy for hours on end.
[Nota do Editor: Divinity: Original Sin 2 foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch 2. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela Larian Studio opara avaliação.]



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