A parceria entre a Disney e a Capcom marcou a história dos consoles clássicos, dando origem a alguns dos jogos mais lendários da indústria — títulos que seguem extremamente aclamados pelo público até os dias de hoje. Agora, esses grandes clássicos retornam em uma coletânea especial.
The Disney Afternoon Collection reúne alguns dos principais jogos dessa colaboração histórica, em uma coletânea desenvolvida pela Digital Eclipse em parceria com a Atari. O pacote traz títulos originalmente lançados no icônico “Nintendinho”, estrelados por personagens clássicos da Disney que marcaram uma geração.
Além disso, esta versão conta com dois jogos adicionais que tiveram origem no SNES, sendo que um deles é especialmente querido pelos fãs até hoje.
A coletânea inclui os seguintes jogos:
- Chip ‘n Dale Rescue Rangers
- Chip ‘n Dale Rescue Rangers 2
- DuckTales
- DuckTales 2
- Darkwing Duck
- TaleSpin
- Bonkers
- Goof Troop
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Chip ‘n Dale Rescue Rangers 1 e 2
Os dois jogos de Chip ‘n Dale Rescue Rangers começam com uma missão aparentemente simples: encontrar um gatinho desaparecido. No entanto, os protagonistas logo descobrem que tudo não passava de uma armadilha arquitetada pelo vilão Gatão (Fat Cat), cujo verdadeiro objetivo era sequestrar a engenhosa Gadget.
Na sequência, Chip ‘n Dale Rescue Rangers 2, o vilão consegue fugir da prisão e coloca em prática um novo plano: roubar um poderoso artefato egípcio conhecido como a Urna do Faraó. Mais uma vez, cabe aos pequenos defensores da lei impedir seus planos e restaurar a ordem.
No aspecto da jogabilidade, ambos os títulos se destacavam bastante para a época. Tratam-se de jogos de plataforma bem construídos, com controles responsivos e a adição de um modo cooperativo para dois jogadores algo que elevava significativamente a diversão. Mas e hoje em dia? Será que os jogos envelheceram bem?
A resposta é sim. Tanto Chip quanto Dale continuam oferecendo uma experiência extremamente sólida. A jogabilidade permanece tão agradável quanto nos velhos tempos, e os gráficos mantidos no estilo clássico do “Nintendinho” preservam todo o charme dos 8-bits — algo que, particularmente, considero um grande acerto dentro da coletânea.
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Duck Tales 1 e 2
DuckTales é frequentemente citado como um dos melhores jogos do Nintendinho, e não por acaso. Os dois títulos estrelados pelo Tio Patinhas vão muito além do rótulo de simples jogos baseados em desenhos animados. Eles ajudaram a estabelecer mecânicas que influenciam games até os dias de hoje.
O maior destaque está na famosa Bengala Pogo, mecânica central da jogabilidade. Tio Patinhas utiliza sua bengala como um verdadeiro pula-pula, que serve tanto para atacar inimigos quanto para atravessar áreas perigosas, como espinhos, além de alcançar plataformas mais altas. Essa ideia foi tão bem executada que se tornou uma clara inspiração para jogos modernos, como Shovel Knight.
Já DuckTales 2 acabou sendo lançado no fim da vida útil do Nintendinho, o que fez com que muita gente deixasse o título passar despercebido devido à chegada de seu sucessor. Ainda assim, tecnicamente, o jogo representa uma evolução significativa da série.
A jogabilidade foi expandida, com a Bengala ganhando novas funções — agora também é possível puxar alavancas e mover objetos. O segundo jogo também introduz upgrades de equipamentos, além de apresentar gráficos mais refinados, mostrando um avanço claro em relação ao título original.
Ambos os jogos mantêm um nível de desafio elevado, mesmo ao optar pelo modo easy. Ainda assim, para quem nunca teve contato com eles, continuam sendo experiências extremamente recomendadas dentro da coletânea. São títulos encantadores, criativos e que envelheceram com muita dignidade, reforçando por que DuckTales permanece tão relevante na história dos videogames.
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Darkwing Duck
A era de ouro da parceria entre Disney e Capcom também deu origem a um personagem memorável: Darkwing Duck. Em seu jogo solo, a Capcom soube aproveitar toda a experiência adquirida com suas próprias franquias e incorporou diversos elementos de Mega Man, resultando em uma verdadeira obra-prima do Nintendinho.
Em Darkwing Duck, o herói utiliza uma arma de longo alcance, e ao longo das fases é possível coletar upgrades que alteram o tipo de munição. Entre eles estão disparos elétricos, flechas e gás pesado, o que adiciona variedade estratégica ao combate.
Os chefes e inimigos são retirados diretamente do desenho animado, incluindo figuras icônicas como Picolino (Quackerjack), Megavolt e o arqui-inimigo Bico de Aço (Steelbeak), todos muito bem adaptados para o formato de jogo.
A jogabilidade segue excelente até os dias de hoje, com controles precisos, fases bem estruturadas e um ritmo que lembra fortemente os melhores títulos da Capcom no NES. No entanto, é importante lembrar que, assim como DuckTales, Darkwing Duck é um jogo desafiador — mesmo para jogadores experientes.
Ainda assim, o desafio faz parte do charme. Seja para quem nunca teve contato com o título ou para quem deseja revisitar esse clássico, Darkwing Duck é uma experiência indispensável dentro da coletânea e um dos grandes exemplos do auge criativo dessa parceria histórica.
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TaleSpin
TaleSpin (Esquadrilha Parafuso) é um grande clássico do gênero shoot ’em up — os populares jogos de “navinha”. Aqui, o jogador assume o controle do avião pilotado por Balu, enfrentando inimigos aéreos e terrestres em fases de progressão lateral.
Entre uma missão e outra, o mecânico Wildcat aparece para oferecer melhorias para a aeronave, que podem ser adquiridas com o dinheiro coletado durante as fases. Esses upgrades são fundamentais para lidar com o aumento gradual da dificuldade.
Um dos grandes diferenciais de TaleSpin está em sua jogabilidade pouco convencional para a época. Balu pode virar o avião de cabeça para baixo, permitindo atirar para trás e até mesmo alterar a direção da rolagem da tela, uma mecânica ousada e bastante rara nos jogos do gênero naquele período.
Justamente por conta dessas particularidades, o jogo acaba apresentando um nível de dificuldade um pouco mais elevado em comparação com outros títulos da coletânea. Ainda assim, trata-se de uma experiência extremamente interessante, criativa e que vale muito a pena ser conhecida — especialmente para quem aprecia variações inteligentes dentro do gênero shoot ’em up.
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Bonkers
Aqui já entramos nos jogos de Super Nintendo incluídos nesta versão da coletânea, e Bonkers é pura nostalgia. Baseado no desenho animado da Disney, o título estrelado pelo lince policial aposta no estilo clássico de plataforma que marcou os anos 90, com fases coloridas, ritmo acelerado e muito humor.
No jogo, Bonkers P.C. Puppy, uma antiga estrela de desenhos animados que se tornou policial, precisa recuperar valiosos tesouros de Toontown. Entre os itens roubados estão artefatos icônicos como o Chapéu do Feiticeiro de Mickey Mouse, a voz de Ariel (guardada em uma concha) e a Lâmpada Mágica de Aladdin.
A missão é passada por seu parceiro humano, o rabugento Lucky Piquel, enquanto um vilão misterioso espalha os tesouros por diferentes fases e locações temáticas, garantindo variedade visual e de desafios ao longo da campanha.
Bonkers é um jogo lembrado com muito carinho pelos jogadores, mas como ele se sustenta hoje em dia? Mesmo na época, o título já era considerado relativamente curto para jogadores mais experientes. Atualmente, em um cenário onde o público está acostumado a experiências mais longas, essa sensação fica ainda mais evidente.
Ainda assim, por estar incluído em uma coletânea recheada de clássicos, Bonkers continua valendo muito a pena, seja para revisitar uma lembrança querida do Super Nintendo ou para conhecer um jogo divertido e carismático que representa bem o espírito dos anos 90.
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Goof Troop
Chegamos na obra prima aclamada pela Disney e Capcom até os dias de hoje, Goof Troop, o jogo que envelheceu como vinho!
Inclusive aqui vai uma informação que ditou o jogo de serviço extraordinário, o designer desse jogo foi Shinji Mikami, o mesmo cara que depois criou a franquia Resident Evil. Se você reparar bem, a estrutura de coletar itens, resolver puzzles de empurrar blocos e gerenciar o inventário limitado é quase um “protótipo” mecânico do que veríamos na Mansão Spencer anos depois. Só que com o Pateta e o Max em vez de Chris e Jill.
O jogo é um “Top-Down“, onde a visão que você tem dos personagens é superior, e aqui além de TaleSpin, é um jogo que não é plataforma 2D. E assim como a informação acima, você joga com o Pateta ou o Max, tendo a possibilidade de jogar cooperativo com um segundo player. Os dois tem habilidades diferentes, com o Pateta sendo mais forte, conseguindo derrotar inimigos com um hit, e o Max sendo mais rápido e ágil, mas com um custo de ser mais fraco, tendo que precisar de até 2 hits para derrotar alguns inimigos.
O maior foco do jogo é resolver puzzles, e todos os itens do jogo são úteis para isso, tanto é que nenhum dos itens que pegamos é obrigatório para usar em batalhas de chefes.
O jogo é uma obra prima, até nos dias de hoje, como falei antes, o jogo envelheceu como vinho, nessa coletânea foi uma enorme adição, se você ainda não conhece, vale a pena conhecer, e caso você queira relembrar esse clássico, segure as emoções!
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A Coletânea
Após apresentarmos todos os jogos presentes na coletânea, é hora de falar sobre o que ela oferece além dos títulos em si — e o que realmente difere esta versão das experiências originais. Em The Disney Afternoon Collection, os gráficos foram mantidos exatamente como eram nos consoles de origem. Não há melhorias de resolução ou retrabalhos visuais, preservando fielmente a estética clássica de cada jogo.
Por outro lado, a coletânea oferece algumas opções modernas de exibição. É possível escolher entre o modo de tela tradicional ou uma visualização em widescreen, além da aplicação de filtros que simulam TVs ou monitores antigos ou, se preferir, jogar sem filtro algum, com a imagem limpa.
Outro recurso extremamente útil é a função de rebobinar, que pode ser ativada pelo botão ZL. Vale anotar essa dica, já que o jogo não deixa isso muito claro em nenhum momento. Esse recurso acaba sendo essencial, principalmente considerando o alto nível de dificuldade de alguns títulos da coletânea.
No geral, são adições simples, mas muito bem-vindas, que tornam a experiência mais acessível sem comprometer a identidade original desses clássicos.
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Além dos jogos, a coletânea também conta com conteúdos extras que ajudam a enriquecer ainda mais a experiência. A coletânea inclui uma galeria de músicas, permitindo ouvir trilhas clássicas que marcaram época, além de uma seção dedicada às artes oficiais originais dos jogos.
Esses materiais resgatam ilustrações, conceitos e artes promocionais da época de lançamento, funcionando quase como um pequeno museu digital. Esse cuidado adicional não só reforça o fator nostalgia, como também ajuda a contextualizar historicamente os jogos e a importância dessa parceria entre Disney e Capcom.
Para os fãs de longa data, é um verdadeiro retorno aos velhos tempos. Já para quem está conhecendo esses títulos agora, os extras ajudam a entender por que esses clássicos seguem tão queridos até hoje.
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Os jogos clássicos do Nintendinho presentes na The Disney Afternoon Collection contam com dois modos extras além das campanhas principais. O primeiro é o Modo Ataque de Tempo, focado em completar as fases o mais rápido possível. O segundo funciona como uma espécie de Boss Rush, desafiando o jogador a enfrentar chefes em sequência para tentar superar seus próprios recordes — e também os de seus amigos.
Esses modos adicionam um fator de rejogabilidade interessante, especialmente para quem gosta de desafios e competição por tempo. No entanto, vale destacar que esse é praticamente o único uso da conexão online dentro da coletânea. Não há suporte para partidas online nos jogos principais, e qualquer experiência multiplayer se limita exclusivamente ao modo local.
Apesar dessa limitação, os modos extras cumprem bem o papel de estender a vida útil dos clássicos, oferecendo novos objetivos sem descaracterizar a experiência original.
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Conclusão
The Disney Afternoon Collection é um verdadeiro prato cheio para jogadores nostálgicos e, ao mesmo tempo, uma excelente porta de entrada para quem nunca teve contato com esses clássicos. Os jogos apresentam um nível de dificuldade considerável, mas nada que seja desanimador ou excessivamente punitivo. Alguns títulos, é verdade, podem parecer curtos demais para jogadores mais experientes.
A coletânea também não traz melhorias gráficas significativas e não oferece multiplayer online, limitando a experiência cooperativa ao modo local. Ainda assim, considerando o valor praticado, R$ 54,95, com a possibilidade frequente de promoções que reduzem ainda mais esse preço, o pacote entrega um excelente custo-benefício.
Revisitar os grandes clássicos da parceria entre Disney e Capcom nesse formato é uma experiência extremamente agradável, especialmente pelo cuidado na preservação dos jogos e pelos conteúdos extras que enriquecem o conjunto.
E para os jogadores mais novos, que não conheciam nenhum desses títulos, a recomendação é igualmente positiva. O investimento é baixo, e a experiência oferecida é valiosa. No fim das contas, é exatamente aquele caso clássico de quem vai procurando cobre… e acaba encontrando ouro.
The Disney Afternoon Collection is the kind of collection that can genuinely bring tears to the eyes of nostalgic players. Bringing together major classics from the beloved NES era while also adding two heavyweight Super Nintendo titles, this package feels like a true time capsule.
More than just a compilation, it stands as a heartfelt gift for those who lived through (or want to experience) the golden age of Disney games in the 1990s. It’s a loving revival of titles that helped shape an entire generation and that, even decades later, still retain their charm, challenge, and unmistakable personality.
[Nota do Editor: The Disney Afternoon Collection foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch 2. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela Atari para avaliação.]




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