O Nintendo Switch é lar de muitos jogos que tentam capturar a essência dos clássicos, e Sky Oceans: Wings for Hire parecia prometer justamente isso. Desenvolvido pelo estúdio chileno Octeto Studios e publicado pela PQube, o título buscava homenagear os grandes JRPGs de décadas passadas, trazendo um mundo de ilhas flutuantes e batalhas aéreas estratégicas. Infelizmente, o jogo cai por terra — ou melhor, despenca dos céus — com uma série de problemas técnicos e de design que prejudicam qualquer chance de uma experiência agradável.
Uma Aventura em Colapso
A história de Sky Oceans nos coloca na pele de Glenn Windwalker, um jovem piloto que, após sua vila ser destruída por uma organização sinistra, embarca em uma jornada para desvendar os segredos do mundo e reconstruir sua vida. A trama tem potencial, mas sofre de uma narrativa acelerada e mal desenvolvida. Personagens e eventos importantes são introduzidos sem o devido cuidado, resultando em uma falta de profundidade emocional que seria crucial para que o jogador se conectasse com o universo do jogo.
Porém, a maior falha aqui não está na história, mas nos inúmeros problemas técnicos que transformam o que poderia ser uma aventura épica em uma experiência desgastante.

Problemas Visuais e Sonoros: Um Desastre que Ofusca a Imersão
Sky Oceans: Wings for Hire sofre com problemas visuais que vão muito além de simples quedas de quadro. Os personagens frequentemente apresentam expressões faciais deformadas, com rostos que parecem ter sido mal renderizados ou completamente desalinhados com a proposta artística do jogo. Isso quebra qualquer tentativa de imersão, especialmente durante diálogos importantes, onde as expressões deveriam refletir a emoção das cenas, mas, ao contrário, parecem retiradas de uma caricatura mal feita.
Para piorar, o jogo apresenta cutscenes com uma qualidade visual absurdamente baixa, rodando em algo que se assemelha a 360p. Em um console que, apesar de suas limitações, já provou ser capaz de rodar animações em alta definição, isso é no mínimo incompreensível. Esses momentos, que deveriam ser ápices visuais e narrativos, se tornam frustrantes, já que a baixa resolução e a falta de polimento tornam difícil apreciar o que está acontecendo na tela.
Os problemas não param por aí. O design de som é outro ponto falho, com uma série de incoerências que destoam completamente do ambiente. Por exemplo, Glenn pode estar caminhando sobre grama ou terra, mas os sons dos passos ecoam como se estivesse andando sobre metal. Isso não só confunde o jogador, como também destrói a imersão em um ambiente que deveria ser vivo e vibrante. Além disso, em algumas batalhas, os efeitos sonoros entram em loop infinito, criando um ruído constante que obriga o jogador a ajustar o volume para evitar dores de cabeça.

Combates e Navegação: Uma Oportunidade Desperdiçada
No papel, o combate de Sky Oceans parece interessante, com batalhas aéreas entre pequenas aeronaves e grandes “airships”, em que o jogador deve gerenciar sua tripulação e equipamentos. Na prática, porém, o sistema é prejudicado por controles imprecisos e bugs frequentes. Em mais de uma ocasião, o tracker de turnos simplesmente desaparece, deixando o jogador sem saber a ordem de ataque, o que resulta em frustração e confusão em momentos que deveriam ser puramente estratégicos.
A navegação pelos céus também decepciona. O que deveria ser um ponto alto da experiência — pilotar aeronaves por vastos cenários flutuantes — se transforma em uma tarefa desgastante. Os controles são notoriamente difíceis de dominar, com respostas lentas e uma câmera instável que parece ter vontade própria. Além disso, as paredes invisíveis no mapa limitam severamente a exploração, retirando qualquer sensação de liberdade que o conceito de “céus abertos” poderia proporcionar.

Uma Promessa Não Cumprida
Sky Oceans: Wings for Hire tinha a chance de entregar um mundo cheio de aventura, mistério e batalhas aéreas emocionantes, mas falha em quase todas essas frentes. Os problemas visuais, como personagens distorcidos e animações de baixa resolução, combinados com um design de som incoerente e irritante, fazem com que a experiência nunca alcance o nível que deveria. Em vez de proporcionar nostalgia e emoção, o jogo se torna uma fonte de frustração constante.
O game é um exemplo de como boas ideias podem ser arruinadas por uma execução técnica falha. A ambientação e o conceito tinham potencial, mas foram soterrados por uma avalanche de bugs visuais e sonoros, controles problemáticos e design desleixado. O jogo poderia ter sido uma homenagem aos clássicos, mas infelizmente, só deixa o jogador desejando que houvesse mais polimento e cuidado.
Sky Oceans: Wings for Hire tries to reach for the stars but never gets off the ground. With distorted visuals, low-quality animations, and disappointing technical execution, the game fails to deliver the epic adventure it promised. For fans of JRPGs, this journey through the clouds ends up being a turbulent and frustrating ride, extinguishing any hope of finding something memorable.
[Nota do Editor: Sky Oceans: Wings for Hire foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela PQube para avaliação.]
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