Sonic Frontiers - Novas fronteiras para o rumo da franquia

Sonic Frontiers – Novas fronteiras para o rumo da franquia

Sonic Frontiers, da SEGA, é um game que consegue de certa forma “ressuscitar” o mascote da empresa. Alguns problemas técnicos não são capazes de tirar o brilho e diversão que este game apresenta. Sonic Frontiers é tipo um protótipo do rumo que a franquia pode trilhar, e isso é muito bom.

Me recomenda?

Sonic Frontiers é uma aventura divertida, mesmo você não sendo fã de Sonic. Neste “mundo aberto” da aventura, você jogador contará com muitas coisas para fazer, sério, tem tanta coisa para você ficar entretido e com certeza irá arrancar um sorriso da sua boca em vários momentos.

Mesmo a versão do Switch contando com deficiência visual, baixas texturas e renderização do ambiente visível aos seus olhos, não será empecilho para o nível de diversão que esse game irá te proporcionar. Pode comprar sem medo!

Sonic Frontiers - Novas fronteiras para o rumo da franquia

Parecia que ia dar muito errado

Sonic Frontiers - Novas fronteiras para o rumo da franquia

Quando vi pela primeira vez Sonic Frontiers em sua apresentação inicial, achava que aquele game, aquela proposta, iria ser o maior erro da SEGA. “Onde já se viu, um game de mundo aberto do ouriço azul?

Algumas coisas em minha cabeça não se encaixavam, visto que o personagem tem por essência a velocidade, e a exploração em ambiente totalmente aberto não era algo fácil de se imaginar. Sonic já se aventurou em outros mundos em proposta 3D, passando por Sonic 3D Blast, Sonic Adventure e Adventure 2, o injustiçado Sonic Unleashed e o desastroso Sonic 2006.

Alguns games deram certo por momentos, mas os fãs já não acreditavam que a SEGA um dia iria dar a volta por cima em um game 3D de Sonic e a proposta inicial de Sonic Frontiers era como o anuncio de bomba atómica e o enterro definitivo do mascote.

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Incrivelmente, essa nova aventura é muito bacana e divertida, como também serve para olharmos para frente e desejar que os próximos games do ouriço azul, trilhem o mesmo caminho, lógico com mais polimento e alguns por menores que Frontiers transparece.

Este jogo não tem nada a ver com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, embora alguns possam até cogitar a comparar em alguns aspectos, mas adianto que Frontiers, serve mais como um protótipo criativo e uma nova forma de apresentar um mundo aberto (que na verdade não é bem assim e irei explicar logo mais).

Sonic Frontiers tinha tudo para dar errado, mas para minha alegria e dos fãs do ouriço azul, o game se sobressai em muitos aspectos, criatividade mesmo “bagunçada” consegue nos prender e fazer querer curtir aquele parque de diversões que a SEGA colocou no meio dos cenários.

Entidades tecnológicas e uma história aceitável

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Sonic, Tails e Amy Rose estão tentando descobrir por que as Esmeraldas do Caos foram atraídas para o arquipélago das Ilhas Starfall. Ao se aproximar, seu avião é sugado e eles vão para em um reino digital chamado Cyber ​​Space, do qual apenas Sonic consegue ir para o “mundo real”.

Esqueça uma história memorável em Sonic Frontiers, mas de certa forma, você ficará curioso no mistério envolvendo os seres que estão presente em sua passagem por Starfall.

Você muitas vezes irá presenciar dentro da história, alguns trechos de diálogos envolvendo os amigos de Sonic, pipocando referências de jogos anteriores para nos envolver mais naquela trama, é interessante, poderia ser melhor, mas tudo bem. Sem Spoilers, uando você finalizar o game podemos discutir o final.

Open World? É melhor ir com calma

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Breath of the Wild redefiniu o conceito de game de mundo aberto. Você tem um grande mapa e pode explorar da maneira e ordem que quiser, isso pra mim é a referência suprema de jogos em mundo aberto.

Alguns games como The Witcher III, por exemplo, podem até chamar de Open World (o que não deixa de ser verdade), mas quero que entenda que nesses jogos existem travas no meio do caminho e você deve seguir um certo roteiro para prosseguir (diferente de Breath of the Wild).

Sonic Frontiers não é mundo aberto, mas suas zonas que no total são 5 (open zones) que estão ligadas a ilha Startfall, são abertas para a exploração e diversão, mas é limitada.

Funciona assim: Você começa na Open Zone Kronos, o mapa não é apresentado, você deve buscar desafios, realizar eles para que os pedaços do mapa vão se revelando, e assim até você conseguir recolher todas as esmeraldas do caos, se transformar em Super Sonic, detonar o Titã guardião e então prosseguir para a próxima zona aberta.

Infelizmente, esses Puzzles/Desafios, na grande maioria, são simplistas, sem criatividade e bem fáceis. Além disso, existem as missões secundárias, algumas envolvendo seres ancestrais habitam o local, são chatas e poderiam ser descartadas, porém, você é obrigado a fazer para o avanço na progressão.

Nestas Open Zones, não faltará coisas pra se fazer, ainda mais se você quer buscar 100%.

Colecionáveis aos montes

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Chaves, esmeraldas, anéis, moedas vermelhas (pode também ser chamadas de anéis), engrenagens, itens e mais itens.

Em Sonic Frontiers, se prepare para pegar muitos coletáveis, creio que essa é a primeira vez que já presenciei um game do mascote no qual tenham tantos coletáveis pra recolher, eu achava que Sonic Unleashed era o vencedor desta categoria até hoje, mas Frontiers acaba de ganhar um troféu por isso.

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Porém alguns itens estão lá apenas para preencher espaços e dar volume no conteúdo, você consegue a maioria dos itens de várias formas, até mesmo pescando no mini game de pesca do Big the Cat que apenas está ali para você ter um momento de calmaria, mas que é facilmente descartável essa sua passagem junto ao Gato pescador.

Mas lógico, itens fundamentais como chaves, são de extrema importância você recolher, sem elas você não consegue abrir cofres que guardam as esmeraldas e sem essas jóias, você não progride no game, simples assim.

As obrigatórias esmeraldas para a progressão

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As esmeraldas são itens importantes neste game, muito mais que nos games anteriores de Sonic.

Para você avançar no game, será necessário coletar as 7 esmeraldas do caos. As seis primeiras você deve encontrar em cofres selados e a última estará sempre com o Boss Titã do mapa. Após possuir as 7 esmeraldas do caos, você simplesmente se transformará em Super Sonic e assim conseguirá enfrentar o Titã.

Na forma de Super Sonic, você não sofre dano, porém seus anéis serão usados para que seu personagem continue na forma suprema.

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Portanto, vá até o boss Titã com pelo menos 400 anéis, fica menos estressante e você evita que seu Super Sonic falhe na missão.

Eis o ciclo: Recolha chaves para abrir cofres

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As esmeraldas estarão sempre em cofres, espalhadas pelo mapa, você deve possuir uma quantidade definida de chaves para abri-los, essas chaves são adquiridas de algumas formas, espalhadas aleatoriamente com alguns mini-bosses no mapa, em alguns cantos do mapa e a forma mais eficiente e indicada sempre será você adentrando nas fases do Ciber Espaço, essas são fases curtas nos moldes dos games antigos de Sonic.

Concluindo a fase já ganha uma chave, fazendo rank S, outra chave e assim completando os desafios da fase, vai adquirindo mais chaves.

O mais interessante ou não dependendo do seu ponto de vista é que, essas fases em Ciber Espaço, são extremamente curtas, fáceis, sem grandes inspirações ou desafios. Tenho a sensação de que essas passagens estão ali justamente para aumentar o conteúdo do game.

Essas fases em Ciber Espaço, nem todas são obrigatórias para a progressão, mas como é a forma mais eficiente de liberar chaves, é interessante você adentrar em algumas e cumprir os desafios delas, mesmo sendo fáceis, sem grandes inspirações e curtas.

Um toque de RPG

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Mesmo o personagem contando com uma árvores de habilidades, muitas destas habilidades também poderão ser descartadas se você preferir.

O mais importante o Ciberloop, você recebe logo de começo, os demais apenas facilitarão na sua jornada (como o poder de escalar a parede), além disso, algumas variações de golpes habilitadas, poderão dar um UP no progresso para que se termine o game em menos tempo.

Para habilitar “um poder” na árvore de habilidades, você deve juntar XP, até atingir a quantidade que é pedida para aquela habilidade. Esse XP se consegue derrotando inimigos, fazendo manobras em círculos de anéis especiais e outras coisinhas, até mesmo existem XP escondidos em caixas que podem ser quebradas.

É uma opção interessante para se ter no conteúdo do game, mas também poderia ser descartado facilmente. Talvez em um futuro e espero que a SEGA continue mantendo a forma, essas habilidades de fato possam ser mais funcionais e complexas como em um bom game que se propõe usar deste mecanismo.

Inimigos genéricos, ops, geométricos

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Contestar a SEGA sobre a aparência bizarra dos inimigos em Sonic Frontiers, é querer ouvir que esses inimigos são de um espaço paralelo e por isso são desta forma.

Aos olhos de muitos, a aparência bizarra, pode soar como rascunhos de alunos de geometria ou algo similar. Não que seja ruim encarar e derrotar uma “torre” ou um monte de bolas que podem te atacar, mas é difícil se acostumar com essas criaturas e para ser sincero, a arte é estranha de primeira vista.

Existem alguns inimigos geométricos e que lembram aranha, molusco, lutador de sumô e outros, mas a geometria se faz presente em praticamente todos.

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Alguns destes inimigos, para serem derrotados, Sonic deve usar de algumas estratégias já vistas em outros games, como escalar e achar o ponto fraco do inimigo que geralmente está no topo (já vi isso em Shadow of Colossus) .

Essas batalhas de primeiro impacto podem ser interessantes, mas acaba sendo “mais uma batalha” quando se faz elas repetidamente, a grande maioria também, são bem simples depois que você descobre como fazer.

Sonic desliza no aspecto técnico, mas continua divertido

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As Open Zones em Sonic Frontiers, são repletas de itens espalhadas pelo cenário, construções, inimigos e muitos trilhos, molas e outras traquinagens.

Mas conforme você avança pelo cenário, correndo, vai perceber um fenômeno que chamamos de “Pop ins” é quando parte do cenário ou itens vão brotando literalmente na sua cara. Em termos gerais, esse game sofre de má optimização na renderização em alguns momentos.

Eu achava que esse problema visual, era apenas na versão de Nintendo Switch, mas eu testei esse game no Playstation 5 e o mesmo fenômeno acontece lá, lógico de uma forma mais leve.

Fora isso, falando apenas na versão do Nintendo Switch, o aparelho sofre para reproduzir texturas e muitos momentos, podemos observar muitos serrilhados no ambiente.

Mas como magia, o Nintendo Switch, consegue manter a taxa de quadro (30fps), bem estável, mesmo acelerando no cenário com o personagem. Não senti quedas bruscas e isso foi interessante de presenciar, achava que iria ser pior.

Esses problemas citados é fator para deixar o game ruim? JAMAIS! O game é extremamente divertido, mesmo com esses problemas, até mesmo jogando no Nintendo Switch.

Trilha sonora boa, formosa

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Só para encerrar essa análise, a trilha sonora deste game é impecável, sim, músicas de cenário em Open Zone, no Ciber Espaço e as músicas mais pesadas quando você enfrenta os Titãs, são sinfonias para nossos ouvidos.

Caso queira adquiria sua cópia na loja digital, só clicar na imagem abaixo, o game está no valor R$ 299,95, te dará 300 moedas de ouro (versão normal sem ser Deluxe Edition).

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Sonic Frontiers
Veredito
Sonic Frontiers pode até tropeçar em alguns aspectos técnicos, mas você estará diante um game extremamente divertido e interessante. Sonic nunca esteve em sua melhor forma. Joguem Sonic Frontiers.
Design
85
Trilha Sonora
100
Diversão
90
Gameplay
85
Custo x Benefício
90
Prós
Sem quedas absurdas de frames no Nintendo Switch
Serve como um interessante protótipo para novos games de Sonic nesta fórmula
Open Zones extremamente divertida para a exploração
Gameplay preciso e divertido
Trilha sonora belíssima
Contras
Algumas coisas de sistema, alguns itens desnecessários
Pop ins em cenários
Texturas de baixa qualidade no Switch
Estágios em Ciber Espaço são decepcionantes
90
Nota Final

[Nota do Editor: Sonic Frontiers foi analisado a partir da sua versão para Nintendo Switch. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela SEGA para avaliação.]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Além de amar cafés, sou apaixonado por games desde 1980, época de ouro! Amor incondicional por Pixel Arts, Índies e Games Excêntricos, o game da minha vida é DEATH STRANDING, sim, esse mesmo!!!! F.C : SW-3494-9190-7812