Ei Nintendista! Já ouviu o último episódio do nosso podcast?

[Entrevista] Kika Martini fala sobre sua experiência na indústria gamer e da dicas para quem quer se aventurar nessa área

[Entrevista] Kika Martini fala sobre sua experiência na indústria gamer e da dicas para quem quer se aventurar nessa área

Nossa entrevista de hoje é com a Youtuber Kika Martini, que respondeu com gentiliza nossas perguntas depois de horas de bate papo sobre o mundo gamer como um todo e não só Nintendo, inclusive deu dicas para aqueles que querem ingressar nesse mundo. Veja abaixo a entrevista completa:

Project N – Primeiro gostaria de agradecer a você pela entrevista e pedir para que você se apresente para nossos leitores, quem é a Kika e qual a experiencia dela no mundo dos games?

Kika – Sou apresentadora, repórter, YouTuber, streamer e podcaster (a gente tem que se virar, não é?). Tudo começou de forma bem despretensiosa com meu canal do YouTube em 2012, mas acabou virando profissão real-oficial quando fiz parte da equipe do Voxel de 2017 até 2019.

[Entrevista] Kika Martini fala sobre sua experiência na indústria gamer e da dicas para quem quer se aventurar nessa área

Project N – Qual foi seu primeiro contato com videogames que se recorda e de quem foi a influência para você se tornar uma gamer e posteriormente uma jornalista e apresentadora focada na comunidade gamer?

Kika – Comecei com o Mega Drive do meu primo, sempre dava briga quando ia na casa dele porque queria jogar mas nem sempre ele deixava, e por sorte meus pais sempre me deixaram jogar e compraram consoles e jogos quando eu era criança. Meu trabalho no YouTube com certeza foi inspirado pela Dodger do antigo canal Press Heart to Continue (hoje ela só faz stream), foi um dos primeiros canais sobre games que assisti que tinha uma agenda de publicações e não focava tanto em gameplays, que era mais comum na época.

Project N – Atualmente quais consoles você tem?

Kika – Vou na ordem cronológica pra não esquecer nenhum: Super Nintendo, Nintendo 64 (o meu queridinho), Game Boy Pocket, PlayStation 3, Wii U, 3DS, PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Project N – Qual é sua franquia Favorita da Nintendo e por quê?

Kika – Franquia toda é difícil dizer, mas Star Fox tem um espaço especial no meu coração, mesmo sem ter jogado todos da franquia (e o Zero ser um desastre). Star Fox 64 é um dos meus jogos favoritos, provavelmente o que eu mais joguei na vida e meu sonho é ver a Nintendo dando mais atenção pra franquia. Depois de jogar o Starlink: Battle for Atlas, eu gostaria que a Ubisoft fizesse um jogo da franquia. A participação da equipe no jogo foi sensacional! Também sempre gostei muito dos jogos spin-off de Pokémon, como o Pokémon Snap e os Pokémon Stadium.

Project N – O que você mudaria se pudesse no jogo The Legend of Zelda: Breath of the Wild?

Kika – Só o preço, haha! Breath of the Wild para mim é um jogo perfeito e não tem nada que precise ser mudado. Ele é um marco nos jogos de mundo aberto e o gênero pode ser separado entre antes e depois de Breath of the Wild.

Project N – Como foi trabalhar na Voxel e ter acesso a diversos conteúdos relacionados a indústria, lhe abriu muitas portas?

Kika – Com certeza! A gente tem a chance de conhecer muita gente e também de entender bem como a indústria funciona, coisa que nunca teria aprendido apenas com o YouTube. E claro, o meu lado fã também se empolga de lembrar das entrevistas que pude fazer – John Romero, Nolan Bushnell, Ed Boon e tantos outros que eu nunca imaginei que um dia poderia entrevistar e conhecer pessoalmente suas histórias. Foram anos extremamente valiosos pra mim – evolui muito como profissional e me sinto mais preparada para seguir na carreira.

Project N – Quem entra no seu canal hoje, pode observar que você tem falado muito de Cyberpunk 2077, e este jogo tem sofrido muito com críticas referentes ao seu lançamento, levando isso em conta você concorda com a estratégia da Nintendo que só anuncia um jogo quando o mesmo já está prestes a ser lançado?

Kika – Bom, ela fugiu um pouco disso com alguns jogos (Bayonetta 3 cof cof), mas sim, apesar de algumas coisas que gosto de chamar de “nintendisses” (é com todo o carinho) não me lembro da Nintendo ter entregue algo inacabado ou que chamou a atenção por problemas. Ela tem muito apreço pelas suas franquias (às vezes até demais) e atitudes transparentes como o reinício do desenvolvimento de Metroid Prime 4 contam muitos pontos a favor. Eu também brinco que a Nintendo vive na sua própria linha do tempo, ela não precisa se preocupar com geração, com concorrência nem nada do tipo. Ela faz as coisas no seu próprio ritmo, e a magia da Nintendo dá conta do resto!

Project N – Além do canal, conte para nós quais outros projetos você tem trabalhado atualmente?

Kika – Eu também sou colaboradora do START UOL e participei da cobertura da nova geração. Foi uma oportunidade inesperada, mas muito gratificante, afinal, essa troca acontece a cada 7 anos aproximadamente. Também tenho algumas coisas que estou esperando para 2021, mas essas ficam no famosos “novidades em breve”. Também tenho muita vontade de produzir alguma série estilo documental mais trabalhado, como os do canal Noclip, mas vai ficar pra depois da vacina!

Project N – Qual jogo da Nintendo você está ansiosa para jogar?

Kika – A sequência de Breath of The Wild e New Pokémon Snap! Esses foram dois anúncios que nunca imaginei que veria, e quase morri quando aconteceram. Se um dia anunciarem um novo Pokémon Stadium eu vou ter que chamar o SAMU 😂.

Project N – Conte-nos uma história engraçada que você viveu relacionada ao universo gamer.

Kika – Não sei se é engraçada, mas eu fiquei muito nervosa antes de entrevistar o John Romero, foi a primeira vez que isso aconteceu. Eu tava me tremendo toda, por algum motivo eu tinha a impressão de que ele era um cara meio bravo e que ia ficar nervoso se eu perguntasse da época do Doom / id Software. Por sorte quem estava entrevistando ele antes era a Pri Ganiko, do Nerd Bunker, e quando perguntei pra ela como tinha sido a entrevista ela me contou que ele era um fofo e eu não tinha nada pra me preocupar. E foi isso mesmo! Antes da entrevista perguntei se ele estava confortável com a pauta, ele topou e a entrevista foi boa demais. Depois de ter visto as fotos dele assinando o Doom 3 pro Bruno Izidro (do START UOL) eu tive certeza que toda minha pré concepção dele foi doideira da minha cabeça.

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Kika e Charles Martinet na BGS de 2019

Project N – Encontraremos você na próxima BGS?

Kika – Espero que sim! Vamos ver como estará o mundo em outubro de 2021. Eu gosto muito da BGS e espero trabalhar bastante na edição de 2021

Project N – Dê uma dica para aqueles que querem começar a produzir vídeos ou que querem se tornar apresentador no cenário gamer?

Kika – O melhor que você faz é começar a produzir conteúdo e montar um portfólio, é uma das coisas mais importantes que tem! Não precisa ter equipamentos super avançados, mas é importante procurar fazer tudo com conteúdo de qualidade, pesquise, organize as ideias antes de gravar e etc. Com um portfólio legal fica bem mais fácil de apresentar seu trabalho para potenciais parceiros e clientes.

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Kika no Pokémon Café

Project N – Sei que você é uma jogadora de Diablo, já conseguiu jogar Diablo III no Switch?

Kika – Ainda não! Eu confesso que acho a ideia de jogar Diablo em qualquer plataforma que não seja o PC muito estranha, estou muito acostumada com ele no computador!

Project N – Quer deixar algum recado para nossos leitores?

Kika – Agradeço a todos por terem lido a entrevista! E vou aproveitar o clima de ano novo pra desejar um 2021 incrível para todos! Que a gente tenha games incríveis e que consiga tempo pra jogar todos eles!

E chegamos ao fim de mais super entrevista com esta pessoa maravilhosa que é a Kika, acompanhem o trabalho dela no Youtube. Podemos dizer que no pouco que conversamos deu pra aprender bastante coisa, espero que todos tenham gostado, não deixem de seguir o portal no Instagram @PortalProjectN, e querendo saber mais sobre nossas entrevistas não deixem me seguir nas redes sociais @RafaelPrudas no Instagram e @Prudas no Twitter, fiquem com Deus e que este final de ano seja abençoado e de muitos jogos.


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]