Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

O game que revive a série Budokai Tenkaichi que é tão querida por milhares de brasileiros, Dragon Ball: Sparking! Zero, publicado pela Bandai Namco e desenvolvido pela Spike Chunsoft, finalmente chegou ao Nintendo Switch 2 trazendo a sua promessa de ser o game definitivo para os amantes do talvez anime mais popular do mundo. Mas afinal, como o game está rodando no Switch? E a tal promessa foi de fato cumprida? Confira a review abaixo:

A historia que todos conhecem… mas e se…

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Logo ao iniciar o game, somos apresentados ao modelo de episódios, uma forma de relembrar os eventos que marcaram a história de Dragon Ball e reviver suas batalhas. Mas, além disso, dependendo das escolhas que o jogador fizer ou de certas condições que forem alcançadas, a história pode seguir por um rumo inédito, criando uma ramificação no mapa da linha do tempo e levando a narrativa a eventos nunca antes vistos e muito interessantes. Um bom exemplo disso é Goku despertando sua transformação em Super Saiyajin já na saga dos Saiyajins, durante sua luta contra o príncipe Vegeta.

Além de Goku, vários outros personagens podem protagonizar esses episódios, incluindo vilões. É uma excelente maneira de introduzir o jogador ao game enquanto despeja toneladas de fan service. Todavia, assim como nos títulos antigos da série, a dificuldade das lutas é bastante acentuada, o que acaba obrigando os jogadores a passarem pelo modo de treinamento, já que o breve tutorial inicial não ensina o suficiente para que se possa lutar como se deve.

Batalhas

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Falando nelas, o sistema de combate em Sparking! Zero consegue refletir muito bem aquilo que o game se propõe a ser: algo simples, mas com a profundidade certa e carregado de elementos do anime, tornando-se convidativo e divertido ao mesmo tempo em que é empolgante e fiel às lutas da obra original.

Como já era de se imaginar, o combate não possui limite de terreno e a luta se estende da terra aos ares ou até mesmo para debaixo d’água. Todos os personagens contam com um combo básico ao apertar repetidas vezes o botão Y, a habilidade de carregar barras de Ki para consumi-las em rajadas de energia, habilidades especiais, defesa etc. Essa é a primeira impressão: um jogo de luta simples. Mas, quando você realmente se dedica a aprender todas as mecânicas, percebe que é possível adicionar complexidade sem que ele perca essa essência convidativa.

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Ao dedicar não muito tempo ao modo treino, o game mostra como o timing é importante durante as lutas e o quão imersivo é dominá-lo. As batalhas deixam de parecer apenas “socos básicos + encher barra + soltar poder” e se transformam em confrontos frenéticos, com múltiplos teleportes para escapar de ataques, disputa de forças típica da obra quando dois golpes semelhantes se chocam, combos mais longos e plásticos (mesmo que ainda fáceis), segurar o golpe do oponente com uma mão só ou se esquivar brilhantemente enquanto o personagem provoca seu oponente. Todos esses detalhes tornam a luta infinitamente mais eletrizante e imersiva, recompensando essa imersão com counters e janelas que se abrem ao acertar o timing corretamente.

Como se não bastasse, com um pouco de prática o jogador aprende a usar as barras especiais para acessar as transformações (e até fusões!), golpes com efeitos especiais como buffs, habilidades defensivas aprimoradas e o novo modo Sparking!, que permite desferir combos mais longos e poderosos, além de liberar as devastadoras “ultimates”.

Percebe-se que o foco do game é ser aquele casual despretensioso para reunir os amigos e cair na porrada, e ele faz isso muito bem. Para reforçar esse ponto, existe o fato de que o game é, sim, bastante desbalanceado (derrotar o Gogeta Super Saiyajin Blue com o Yamcha será consideravelmente difícil, por exemplo). E ele quer ser assim, pois faz jus à obra e não quebra a imersão. Ou seja: a responsabilidade de ser o game de luta competitivo de Dragon Ball ainda está com FighterZ.

Arte e Performance

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Auxiliando ainda mais na imersividade das lutas, o estilo gráfico totalmente inspirado em anime está insanamente lindo, e o Switch 2 roda tudo com maestria. Todas as animações e efeitos absurdamente bem feitos realmente fazem o jogador questionar: “Como isso aqui está na palma da minha mão?!” Dá para sentir o carinho com o qual o game foi produzido para os fãs, e isso se reflete no roster imenso de personagens disponíveis. Vale mencionar que nem todos estão liberados desde o início, e o método de desbloqueio varia: alguns são comprados na loja conforme o nível do jogador aumenta, outros exigem completar partes específicas ou fazer um desejo com as Esferas do Dragão, obtidas ao jogar e concluir as missões oferecidas pelo game.

Os textos estão totalmente localizados em PT-BR, e as dublagens, tanto em japonês quanto em inglês, estão ótimas. A trilha sonora é incrível. Os menus são úteis e cheios de personalidade, mas podem parecer um pouco bagunçados e, ao trocar rapidamente entre eles, o Switch às vezes dá uma leve engasgada mas, felizmente, são casos isolados.

As cutscenes estão lindas; até mesmo aquelas imagens estáticas com texto são boas. A implementação delas ainda permitiu a criação das Batalhas Personalizadas, que são basicamente confrontos nos quais o jogador pode inventar o contexto por trás da luta (como transformar o Freeza no herói do universo, por que não?), além de atribuir regras especiais como proibir transformações, impedir sair da arena, entre outras. São batalhas simples, mas divertidas, e dão mais longevidade ao game, uma boa adição.

Conclusão

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra

Dragon Ball: Sparking! Zero é o exemplo perfeito de um game que cumpre exatamente aquilo que promete. Ele consegue transmitir toda a emoção das batalhas do anime de uma forma simples, mas com a profundidade ideal para que, depois de pouco tempo, qualquer grupo de amigos reunidos consiga extrair toda a adrenalina e imersão que essas lutas proporcionam.

Todos os aspectos relacionados à arte estão impecáveis, e a performance no Switch 2 é surpreendente. O game é fortemente recomendado para os fãs da série, dado todo o conteúdo e o carinho colocados nele, a ponto de tornar cabível o termo “jogo definitivo da obra”.

Dragon Ball: Sparking! Zero: O game definitivo da obra
Dragon Ball: Sparking! Zero
Veredito
Dragon Ball: Sparking! Zero é o exemplo perfeito de um game que cumpre exatamente aquilo que promete, transmitindo toda a emoção das batalhas do anime de uma forma simples, mas com a profundidade ideal para que, depois de pouco tempo, qualquer grupo de amigos reunidos consiga extrair toda a adrenalina e a imersão que essas lutas proporcionam. Todos os aspectos relacionados à arte estão impecáveis, e a performance no Switch 2 é surpreendente; é um game fortemente recomendado para os fãs da série, dado todo o conteúdo e o carinho colocados nele a ponto de tornar cabível o termo “jogo definitivo da obra”.
Design
100
Trilha Sonora
85
Diversão
100
Gameplay
90
Custo x Benefício
85
Prós
Sistema de combate excelente.
Gráficos insanos.
Muito conteúdo.
Contras
Pode não surtir o mesmo efeito naqueles que não são fãs da obra.
92
Nota Final

Dragon Ball: Sparking! Zero is the perfect example of a game that delivers exactly what it promises, conveying all the excitement of the anime’s battles in a simple way, yet with just the right depth so that, after a short time, any group of friends can extract all the adrenaline and immersion these fights provide. All aspects related to art are impeccable, and the performance on the Switch 2 is surprising; it’s a highly recommended game for fans of the series, given all the content and care put into it — to the point that calling it the “definitive game of the franchise” feels completely justified.

[Nota do Editor: O jogo Dragon Ball: Sparking! Zero foi analisado a partir de um Nintendo Switch 2 cuja chave foi gentilmente cedida pela Bandai Namco]


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]

Apaixonado pela Nintendo, decidi colocar em palavras algumas das minhas aventuras em mundos com espadas, dados, magia, cartas, e de tudo um pouco. Já venci alguns torneios de Mario Kart por aí e acabei sendo o campeão brasileiro de Mario Strikers uma vez.