Mexer com obras já estabelecidas é, sem dúvida, um trabalho delicado. Dar uma nova forma, um novo tom e pincelar tudo com as tintas dos tempos modernos é um risco que muitas empresas calculam, mesmo sabendo que caminham sobre uma linha tênue entre a memória afetiva e a quebra de expectativas.
Final Fantasy VII é uma lenda do mundo dos games. Trata-se de um daqueles títulos que, mesmo não sendo o favorito de todos dentro da franquia ou sequer contando com a simpatia pessoal de alguns, é amplamente reconhecido como um dos maiores jogos da história. Sua magnitude é tão exuberante que elementos do game transcendem a própria base de fãs, escapam da bolha e se tornam reconhecíveis mesmo por quem nunca chegou a encostar no jogo.
É fácil identificar a imagem marcante de Sephiroth, sua presença imponente e aura vilanesca, e saber que ali está um dos maiores antagonistas já produzidos para o universo dos games. Basta olhar para a espada de Cloud para que, instantaneamente, a mente remeta a Final Fantasy VII. Esses símbolos falam por si só.
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Somos verdadeiramente afortunados por testemunhar o carinho empregado neste remake. Final Fantasy VII: Remake Intergrade não é apenas um jogo antigo com tons modernos: é um gesto de confiança entregue ao fã, a certeza de que sua obra será elevada a um patamar que talvez nem ele próprio imaginasse. É também um convite ao novo jogador, mostrando que ali pode nascer um novo integrante do seu top 5 de franquias da vida.
Trata-se da primeira parte de uma adaptação ambiciosa realizada pela Square Enix, uma produtora que chega arrombando as portas do Nintendo Switch 2 para deixar claro que não tem qualquer intenção de ocupar o papel de figurante entre as publishers triple A do novo console. Final Fantasy VII: Remake Intergrade chega no dia 22 de janeiro ao console da Nintendo, trazendo todo o seu encanto e a promessa de mostrar, logo de cara, a que veio.
Para quem não conhece o jogo, vamos descobrir um pouco mais do fascínio que ele exala. E para quem só quer saber como ele está no Nintendo Switch 2, fica o spoiler: está absolutamente sublime.
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Um jeito único de contar história
Final Fantasy VII não é um marco à toa. Lançado originalmente em 1997 e já tendo ultrapassado a marca de 22 milhões de cópias vendidas somando o original e o remake, o jogo tem na narrativa uma de suas maiores forças. É cada vez mais raro ver histórias sendo contadas de forma tão envolvente, capazes de prender o jogador com tamanha naturalidade.
Aqui, temos a clássica história dos oprimidos que buscam derrubar o sistema em prol de uma vida melhor, não apenas para si, mas para todos. Ainda que hoje esse tipo de enredo possa soar clichê para alguns, o jogo sabe cativar de forma exemplar ao apresentar a luta de ecoterroristas contra a corporação Shinra, tornando claras e compreensíveis as motivações daquele grupo.
A trama tem início com Cloud, um ex-SOLDIER que agora atua como mercenário, contratado para atacar os reatores Mako, estruturas que extraem a energia vital do planeta, o Lifestream, em sua forma líquida e luminosa. Essa fonte extremamente poderosa é utilizada pela Shinra para alimentar a cidade cyberpunk de Midgar, sustentando o mundo moderno ao custo de esgotar o planeta e provocar mutações severas.
A profundidade da história conquista pela sutileza com que apresenta os dramas individuais de cada personagem, todos extremamente carismáticos. Ao expandir o que no jogo original era vivido em cerca de 10 horas, o remake permite ver (e sentir) de forma muito mais intensa a revolta, as dores e as condições precárias enfrentadas pelos habitantes de Midgar, uma metrópole industrial circular governada integralmente pela Shinra.
Trata-se de uma representação clara de como o progresso pode prosperar às custas de uma classe fragilizada. E esse conto, especialmente em tempos tão polarizados como os atuais, consegue manter viva no jogador a chama da busca por justiça, algo amplificado pelo carisma de personagens como Cloud, Tifa, Barret e Aerith, figuras simplesmente apaixonantes.
A arte de se combater em Midgar
Um dos pontos que mais geravam preocupação antes do lançamento original é, curiosamente, um dos maiores destaques do jogo: o combate. Fãs mais nostálgicos das batalhas por turno podem estranhar o sistema híbrido, mas ele se mostra incrivelmente satisfatório e dinâmico.
Não há monotonia ou sensação de repetição: mesmo quando inimigos se repetem, a estratégia e a variedade de abordagens vão muito além do simples “golpe + esquiva”. Cada personagem possui golpes únicos, com estilos que variam entre combate corpo a corpo, ataques à distância ou uso intenso de magia.
Não basta apenas montar sua equipe e partir para cima: é preciso pensar em quem atacar, como atacar e, principalmente, quando atacar. O jogo exige exposição constante do jogador, impedindo uma postura excessivamente defensiva. Ficar apenas esquivando e esperando a oportunidade perfeita simplesmente não funciona.
Habilidades especiais, magias e até o uso de itens só são liberados após o carregamento da barra ATB, que avança conforme o jogador se mantém ativo no combate. O resultado é um sistema que recompensa agressividade inteligente e leitura constante do campo de batalha.
Para quem prefere uma experiência mais próxima do clássico, o jogo oferece o modo Clássico, que automatiza os ataques básicos e remete ao combate por turnos. Ainda assim, ele acaba sendo menos empolgante do que o sistema principal, claramente pensado para ser o coração da experiência.
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Design que exala emoção
Quando um remake é anunciado, é natural que fãs nostálgicos temam que o trabalho de reimaginação sofra tantas alterações a ponto de descaracterizar a essência da obra original. Mais do que um novo game com um novo visual, existe o medo de que aquilo que era mais perceptível aos nossos olhos deixe de existir para dar lugar a um novo mundo. O receio é compreensível.
Mas não é o caso aqui. Não se trata apenas de exaltar a direção de arte do game, mas de reconhecer o quanto os gráficos conseguem transmitir sentimento. O jogo não é apenas bonito, ele é tocante.
Mesmo com seus gráficos realistas, com os cabelos de Tifa extremamente bem desenvolvidos, com cidades desenhadas de forma a evidenciar os problemas causados pela Shinra, tudo neste game, visualmente, é espetacular. Ah, e nem venha criticar o cabelo de Cloud — sinceramente.
O que mais chama a atenção é a carga emocional transmitida pelo olhar de cada personagem. Não se trata apenas de expressões faciais bem feitas, mas de como a intensidade dos olhos consegue trazer uma sensação de vividez única dentro de um game. Essa sensibilidade é o que torna Final Fantasy VII Remake ainda mais grandioso.
A iluminação, o espetáculo de cores em determinados ataques e invocações, as cutscenes… tudo é tão meticulosamente desenhado e polido que, em alguns momentos, a vontade é largar o controle e simplesmente apreciar, olhar e pensar: isso existe e está aqui, na minha tela (e no Nintendo Switch 2).
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O espetáculo sinfônico que é Final Fantasy
Não é surpresa para nenhum jogador saber que Final Fantasy entrega trilhas sonoras espetaculares em cada game, mas aqui estamos falando do VII — e não abordá-las seria um erro crucial, ainda que isso seja óbvio para você, leitor(a).
É grandioso, majestoso, épico ouvir sua sinfonia durante as batalhas. A sutileza nos momentos mais tocantes também merece destaque, mas, tal qual um grande show de rock, é no ápice que você percebe toda a potência dessa obra.
É estrondoso o quanto a trilha sonora funciona em conjunto com a beleza que se vê na tela. É apreciar, porque o que está à sua frente é arte — visual e sonora —, a prova de que games ocupam, sim, esse patamar.
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A DLC focada na Yuffie
O Intergrade Remake para o Switch 2 é diferente do original lançado em 2020. Além de melhorias gráficas, ele traz um conteúdo que merece um capítulo à parte: a expansão focada em uma das personagens mais queridas do público, a ninja Yuffie.
Sem entrar em spoilers, o conteúdo adicional é uma delícia de jogar, explorando uma parte específica da história sob a ótica da personagem, que ganha ainda mais importância neste remake. Episódio INTERmission é uma história paralela completamente nova, que ajuda a compreender melhor alguns pontos da trama e engrandece ainda mais a obra.
E no Nintendo Switch 2?
A pergunta que não quer calar: Final Fantasy VII: Remake Intergrade roda bem no Nintendo Switch 2? Roda, e roda incrivelmente bem.
Cravado em 30 FPS, o jogo se apresenta como um verdadeiro sopro de esperança para a chegada de mais títulos third-party de peso ao console, entregando exatamente a satisfação esperada por quem investiu no novo hardware da Nintendo.
Embora não atinja o tão sonhado 4K, o jogo roda em 1440p (2K) quando conectado à dock, mantendo um alto nível de qualidade visual tanto no modo portátil quanto no modo TV. A direção artística segue exuberante, com iluminação, sombras e texturas de alto nível, fruto do uso da Unreal Engine 4 com otimizações específicas para o Switch 2.
Para quem acompanhou críticas relacionadas aos 30 FPS, vale dizer: isso não compromete em nada a sensação de adrenalina ou o encantamento geral da experiência. O desempenho é estável e condizente com a proposta.
O único ponto realmente negativo fica por conta do tamanho do jogo. Com pouco mais de 90 GB, Final Fantasy VII: Remake Intergrade praticamente obriga o jogador a ter um bom espaço livre no armazenamento ou investir em soluções externas.
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E aí, Project N, vale a pena?
Foram escritas palavras e mais palavras para exaltar o quão este jogo consegue ser bonito, belo, emocionante, esplendoroso e digno de tantos adjetivos que justificam seu status. Final Fantasy VII não precisou chegar à cadeira de lenda dos games com falsa cerimônia. Ele empolga do início ao fim. Ainda que existam missões que soam como um pequeno tormento diante da vontade gritante de seguir na história, o jogo é exatamente aquilo que sonhamos quando estamos ansiosos por um lançamento.
Ele diverte, entrega horas e horas de conteúdo, tem momentos cômicos, emociona, fascina, cria afetividade pelos personagens e crava seu lugar na prateleira mais alta da história dos games.
Com um preço convidativo (R$ 229,90) para um lançamento dessa magnitude, legendas em português brasileiro (algo ainda novo para nós, nintendistas) e o carinho extra da Square Enix ao oferecer o game original para quem adquiriu o acesso antecipado, fica claro que esse cuidado faz toda a diferença.
Final Fantasy VII Remake Intergrade é a prova de que algumas histórias não precisam ser reinventadas, apenas contadas novamente, do jeito certo. Uma experiência que permanece, ecoa no jogador e reafirma, com absoluta convicção, por que os videogames também são memória, emoção e arte.
Final Fantasy VII Remake Intergrade is everything we dream of when playing a game: experiencing a wide range of emotions throughout the journey, building empathy with the story, forming deep connections with its characters, and feeling the adrenaline rush during its action-packed moments. It is touching, it is unique, and it is the reimagining of a gaming legend that returns with grandeur to reaffirm its place among the greatest games in history.
[Nota do Editor: Final Fantasy VII Remake Intergrade foi analisado com uma versão do Nintendo Switch 2. Uma chave do jogo foi gentilmente cedida pela Square Enix para avaliação.]


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