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Diário de Bordo #03 – A Cidade Perdida de Kanto

Diário de Bordo #03 – A Cidade Perdida de Kanto

Dia 03. 05:26. Acordei com uns barulhos estranhos. Muitas pegadas de animais em volta da minha barraca. Reconheci algumas de Tangela e algumas outras não sei dizer de que Pokémon eram. O céu parece estar nublado. O dia não está muito claro. Hora de me alimentar arrumar as coisas e seguir em frente na jornada. Querendo encontrar algo logo. Já faz tempo que estou andando e nada de interessante.

Dia 03. 10:12. Uma pausa para um leve descanso, ouvi um barulho muito alto e um bater de asas há algum tempo. Olhei para o céu, vi um estranho passado grande azul claro de relance entre as folhagens fechadas da floresta. Minha mente foi logo para a lenda do Articuno, mas deve ser minha cabeça me pregando peças. Essa também é uma investigação para outro momento. Voltarei ao curso.

Dia 03. 13:00. Parada para comida, água. Seguir o curso do rio ficou um pouco mais difícil devido a floresta estar cada vez mais fechada. Mas eu ainda consigo ver ele daqui. Encontrei alguns casulos de Kakuna e Metapod que provavelmente já evoluíram. Vou aguardar um pouco, descansar e logo seguir o caminho.

Sobre a pesquisa: Após as evidências que já apresentei, eu tive que ir mais para o campo da especulação, lendas e conclusões. Histórias de cidades perdidas na floresta não são incomuns, ainda mais em Kanto com a vasta história que tem. Todas envolvem Pokémon lendários, Pokémon extintos, poderes inimagináveis etc. Eu gosto de pensar mais praticamente. Há a possibilidade de a cidade mostrada nas escrituras ser apenas uma antiga cidade que sucumbiu a floresta. Eu talvez só encontre destroços, ruínas, e uma antiga civilização apenas tomada por vegetação e Pokémon.

Histórias de mundos paralelos, como a do mundo chamado Nihon que se assemelha a nossa região, também são comuns. E podem ser apenas histórias. Claro que eu gostaria muito encontrar uma cidade mítica, cheia de mistérios, tesouros. Mas pode também nem cidade existir e eu chegar apenas ao Mar de Vermilion ao fim da minha expedição.

Diário de Bordo #03 – A Cidade Perdida de Kanto

Muitas lendas afirmam que Pokémon míticos e lendários se escondem em cavernas que os humanos não conseguem adentrar e matas que os humanos não conseguem desbravar. A floresta de Celadon sempre foi alvo de muitas dessas histórias. O pesquisador Bill me contou algumas dessas histórias que ele tem descoberto em antigos manuscritos e em extensas pesquisas com antigos locais.

Ele me mostrou um desenho, que ele até replicou em sua casa, de um Pokémon chamado Mew. O qual diz ter sido a ruína da Mansão Pokémon em Cinnabar, já que eles tentaram muito descobrir e replicar em laboratório o Pokémon. Após a explosão, que não se soube bem o porque aconteceu, a Mansão nunca mais foi a mesma e as pessoas tendem a não comentar sobre o assunto. Bill disse que eles estavam próximos que conseguir replicar o DNA de Mew, e que esses possíveis pedaços de DNA foram encontrados fundo na floresta de Celadon.

Nenhum registro sobrou, sobre o que tinha dentro da floresta ou sobre o progresso das experiências. Quando eu visitei a mansão, muitos papéis estavam queimados ou pareciam ter sido levados por alguém. Esse foi um dos motivos que me trouxe a fazer a expedição e registrar esse diário de bordo. Já que os antigos registros possíveis sumiram. Dizem até que Giovanni possa estar envolvido com isso, mas um Líder de Ginásio não faria isso, acho que é apenas crença popular já que Giovanni é um líder bastante recluso e o povo tende a inventar histórias de pessoas assim.

É hora de continuar a expedição.

Dia 03. 14:52. Parei para registro e descanso. Muitos sons da floresta ficaram cada vez mais longe e silenciosos. A mata está cada vez mais fechada. Mas uma estranha luz parece vir do leste de onde estou. Não parece vir do alto, do sol. Por isso irei mudar um pouco o rumo para investigar. Minha água está quase acabando, preciso achar o rio novamente.

Dia 03. 15:14. Parece que encontrei um antigo templo. A construção tem detalhes muito antigos e fica próxima a outro rio. Ouço um som que parece um Pokémon voando, mas sem bater de asas. Parece vir de dentro da construção. Ela tem uma inscrição em uma parede que lembra o tal Pokémon mítico Mew que Bill mencionou…


A partir dessa página, há algumas frases ilegíveis e os escritos acabam. A investigação sobre o desaparecimento do Prof. Larch continua e essa é nossa melhor pista. Encontrada junto a uma mochila molhada e algumas barras de cereais e pequenos objetos encontrados na Baía Norte de Fuchsia. A investigação continua mesmo após dias de expedições dentro da Floresta de Celadon não encontrarem o professor, e nem o tal templo de que ele menciona em seus textos.

Há a possibilidade de ser imaginações derivadas da subnutrição, insolação ou pelo ar misterioso da Floresta. Mas a investigação e busca ainda continuam.

– Relatório da Polícia 0023.12 – Oficial Jenny da Delegacia de Fuchsia.


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]