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Item histórico de Zelda chegou ao Brasil

Item histórico de Zelda chegou ao Brasil

Na década de 90, explodindo com o sucesso do Super Nintendo, e já com um leque de franquias consagradas, a Nintendo começou a investir em adaptações de suas franquias para outras mídias. Algumas deram certo, como o mangá de Metroid, e a animação de F-Zero, e outras, não deram lá muito certo, como o famoso filme live action do Super Mario, que eu recomendo que vocês vejam… para dar risada, só se for.

Não é nada confirmado, mas, dizem que as adaptações que deram errado, (e principalmente essa do Super Mario) fizeram a Nintendo deixar para lá esse negócio de adaptação, e desde então, ela se tornou uma empresa bem, como podemos dizer, fechada em seu próprio mundo. Algo que ela só está repensando agora, décadas depois, e com um batalhão de gente pedindo para fazer filme de Metroid, série de Zelda, etc…

Um dos casos que deram certo, foi um mangá de “The Legend of Zelda”, contando a história do jogo “A Link To The Past”, por Shotaro Ishinomori (e daqui a pouco a gente vai falar sobre o autor), o jogo saiu em 1991 para o Super Nintendo, e o mangá em 1992.

“A Link To The Past” é um dos jogos mais amados pelos fãs, e ele é meio que o responsável por consolidar o formato que costumamos chamar de “Zelda Top Down”, ou “Zelda visto de cima”, e é bem comum ele aparecer nessas listas de “os melhores jogos de todos os tempos”.

O mangá possui 12 capítulos e conta toda a trajetória de Link, que é escolhido e recrutado pela princesa Zelda que precisa de ajuda, pois existe um poderoso e maligno mago chamado Agahnim, que está aterrorizando o castelo e por algum motivo quer sequestrar e manipular a energia vital da princesa.

Link descobre que não é páreo para o mago, e que para cumprir sua missão, vai precisar da lendária arma de Hyrule, a clássica Master Sword. Os capítulos vão mostrar a evolução e progresso do heróis, adquirindo os pingentes da virtude, conhecendo personagens marcantes, e derrotando poderosas criaturas no caminho. Uma leitura obrigatória pros fãs da série que curtem um bom mangá.

Mas outra coisa interessante é sobre o seu autor Shotaro Ishinomori, infelizmente falecido em 1998, que deixou um legado tão importante que na sua cidade natal, em 2001, foi feito um museu de mangás, em partes, em homenagem ao Shotaro. Isso porque, dentre inúmeros mangás que viraram adaptação para filmes e séries, como “Skull Man”, ele é o pai da série “Kamen Rider”, um ícone pop absoluto do Japão, e referência nos chamados “Henshin Heroes”, aqueles super heróis japoneses tipo Ultraman. O jogo No More Heroes fala muito disso!

E talvez você nunca tenha visto Kamen Rider, mas após o sucesso da série, o Shotaro criaria Himitsu Sentai Goranger e JAKQ Dengekitai, que você talvez também não conheça, mas essas séries inauguraram os chamados Super Sentai, traduzindo mais ou menos, Super Esquadrão, que são obras sobre grupos de heróis, e que ficou famoso com, exatamente, os Power Rangers. 

Então é muito interessante que um cara tão consagrado chegou a escrever sobre “The Legend of Zelda: A Link To The Past”. É por isso que esse mangá, que na época já foi bem aceito, hoje virou um item precioso mesmo, para fãs da cultura pop japonesa. Esse mangá é o Link entre a série Zelda e a série Kamen Rider!


[A coluna acima reflete a opinião do redator e não do portal Project N]