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[Preview] O que esperar de The Great Ace Attorney Chronicles

[Preview] O que esperar de The Great Ace Attorney Chronicles

No dia 27 de Julho, será lançado para consoles, incluindo o Nintendo Switch, The Great Ace Attorney Chronicles, um compilado de 2 jogos da série nunca lançados no ocidente : “The Great Ace Attorney: Adventures” e “The Great Ace Attorney 2: Resolve.

E, muito agradecido à Capcom, o canal Coelho no Japão recebeu uma cópia para prévia! Sim, quase um mês antes do lançamento. Então obrigado novamente Capcom, por confiar no nosso trabalho.

Além disso, estamos ainda mais contentes por se tratar de um jogo de Ace Attorney, já que eu mesmo, sou muito fã dela, e vocês podem também conferir o que eu acho da série num geral numa análise completa da trilogia que foi relançada para Switch, veja o vídeo por este link.

Então, vamos te contar sobre esse novo jogo e quais as diferenças dele pro habitual.

Um novo jogo, uma velha história

Já dizendo meio que ‘’na lata’’ ‘’qual é a desse jogo”, a grande novidade é que essa sub-série – The Great Ace Attorney, se passa no passado! O jogo se passa no final do século XIX na chamada Era Meiji – ali entre 1868 e 1912 – essa era ficou conhecida como “Era do Progresso Japonês” pela forte modernização vivenciada pelo país. Isso é fato histórico.

E por quê esse período específico é tão interessante num jogo de advocacia?

Bom, principalmente por se tratar de uma fantasia de advocacia antiga, onde os recursos da época são diferentes, por exemplo, em seu primeiro caso, coisas como fotografia ou anestesia são completas novidades, então a forma como se investigava era bem diferente. Mas a gente fala mais sobre isso depois, na parte opinativa.

Bom, o protagonista aqui obviamente não pode ser o Phoenix Wright, afinal, é um jogo antigo e em seu lugar vamos acompanhar a história de Ryunosuke Naruhodo, um jovem estudante que veremos como se inicia sua carreira, e não vai ser do melhor jeito. Bom, eis o enredo:

O primeiro caso de The Great Ace Attorney trata-se da defesa do jovem…. Ryunosuke Naruhodo, isso mesmo! Você inicia o jogo sendo acusado de assassinato! O completo inexperiente rapaz então se vê na corte ao lado de seu amigo e também estudante Kazuma Asogi, porém Kazuma já é bem mais experiente e um dos estudantes mais promissores. Ele iria defender Ryunosuke porém, o garoto descobre que caso fosse condenado, seu melhor amigo seria punido também, meio porque “você nem se formou e já estava defendendo um bandido?”, mas ele não se importava e confiava na inocência de Ryunosuke, já ele, teve receio de não conseguir provas que o inocente e então, bem na hora, ele decide se anunciar como alguém que irá se auto-defender, ou seja, é o acusado E o advogado de defesa ao mesmo tempo!

Ryunosuke tem motivos para não ter certeza se irá se livrar, a primeira cena do jogo mostra o momento do assassinato e assim que o garçom chega na cena, lá está o garoto, de frente pra vítima, e com uma arma na mão! Para piorar, o garçom e duas testemunhas alegam com unhas e dentes que o menino era o único no local e que viram o momento do assassinato… E lembrando, você é um completo e despreparado iniciante na advocacia… Será que vai dar bom?

Este porém, é só um dos casos, o primeiro deles, o jogo vai trazer ainda 10 casos, então é um conteúdo satisfatório.

Kazuma, o melhor amigo, ainda consegue ser seu auxiliar no caso e vai funcionar como o ‘’tutorial” te ajudando com os controles e te orientando no gameplay. O gameplay por sinal, é bem simples, trata-se do habitual ouvir as falas das testemunhas e encontrar contradições usando as provas coletadas, ou seja, é um jogo onde o desafio é mental e não mecânico, estratégia e não coordenação motora. A cada interrogatório, você tem um número de objeções limites, ou seja, se você acusar uma fala de testemunha de ser falso, mas não provar, você leva um aviso, se seus avisos acabarem, você perde o caso. O primeiro caso não é difícil, mas não é fácil e seu primeiro interrogatório de tutorial tem um limite de 5 avisos, então não é uma coisa que dá pra sair chutando sem pensar.

Uma novidade e diferença do game para os outros jogos da série, é que os julgamentos do jogo apresentam um júri, não apenas um juiz. Assim como no quarto caso de Apollo Justice: Ace Attorney, no entanto, em The Great Ace Attorney o júri influencia diretamente o julgamento. Os jurados podem interromper o julgamento a qualquer momento para dar seu voto de “culpado” ou “inocente” se sentirem que a culpa ou inocência do réu foi demonstrada de forma conclusiva. Se todos os jurados tiverem votado como “culpado”, o réu receberá o veredito de culpado. No entanto, o jogador é capaz de apresentar um argumento final após o veredito, durante a qual os jurados tentam mudar de opinião. E isso deixa o jogo super interessante! Mais emoção e reviravoltas acontecem por causa disso.

E bom, agora vamos falar do que achamos do game até onde jogamos.

O que achamos

Posteriormente, darei uma argumentação mais ‘’neutra’’ sobre quem provavelmente vai gostar do jogo e quem não, mas agora, vamos entrar no âmbito pessoal mesmo. Bom, primeiramente a ambientação japonesa antiga está INCRÍVEL, e ela influencia diversos elementos como: Design, tipo, olha esse amigo, o Kazuma, o cara tá de terno e com uma espada e uma faixa irada; O já citado tema de investigação onde uma foto preto e branco toda mal feita é ‘’woooww olha isso, muito melhor que um desenho, que tecnologia incrível’’; E também não dá pra falar de um dos elementos que SEMPRE foi ótimo em Ace Attorney mas, cara, aqui tá excepcional, que é a trilha sonora; é sério, ela se destaca nesse nível, e na real, trilha em jogos visual novel/point and click são essenciais, afinal, já que você fica lendo, o que difere um jogo desse gênero de um livro interativo são as animações e a música e aí, por ser de um jogo de época, imagina que misturaram Ace Attorney, aquela música de suspense investigativo, com Fire Emblem. Aquela pegada mais orquestra, épica! O que resulta? Algo muito bom!

Fora isso, tenho que dizer que os gráficos estão impressionantes quando se lembram que é um jogo que veio do 3DS, tipo, foi um ótimo trabalho tanto no 3DS quanto na adaptação pra HD, sério, você não DESCONFIA que é um jogo feito originalmente por portátil.

O caso inicial é bem intrigante, sem dar spoilers, ele realmente te deixa o tempo todo apreensivo sobre “como raios eu provar essa inocência?” assim, é o selo Ace Attorney de qualidade, não tem jeito, se você nunca jogou, cara, é genial, e te prende DEMAIS demais. E ainda o jogo tem suporte à tela tátil do portátil, então se você quiser pode pegar só o tablet mesmo, não precisa nem de Joy-Con, e pode jogar como um jogo musical. É uma conveniência legal que a Capcom trouxe.

Então agora vamos dar nosso veredito sobre os primeiros momentos que jogamos do jogo, e aí, vale entrar no hype ou não?

ACUSAÇÃO: ENTROU NO HYPE.
SENTENÇA: CULPADO.

Sabemos e devemos informar à vocês que “Ace Attorney” não é um jogo que chamamos de ‘’para todos”, seja pelo seu gameplay que é basicamente ler 90% do tempo e clicar em objetos ou opções no restante do tempo, ou por outros motivos como por exemplo, o inglês, que precisa ter um domínio NO MÍNIMO ok, afinal, você precisa ler os depoimentos e analisar, então, se você é do tipo que só sabe jogar em inglês pulando os diálogos e se virando com o resto, não vai rolar.

Mas se você gosta da série, nenhuma pegadinha vista, ou se você é um curioso que viu essa nossa prévia e falou ‘’parece maneiro”, saibam que esse jogo é uma ótima entrada, ele tem um protagonista diferente, uma história nova iniciada do zero sem relação com as anteriores, e é um jogo recente, o primeiro game saiu pro 3DS em 2015, e não adianta você ir aí no seu 3DS porque infelizmente, só reforçando, ele não veio pra cá, assim como sua sequência, que saiu em 2017, e aí 2017 já tinha Switch então provavelmente eles já devem ter pensado em localizar os dois de uma vez no pacote que estamos vendo.

O jogo já está em pré-venda por 170 reais, não é um valor baixo, eu sei, mas não tá caro, afinal, são 2 jogos, 10 casos, e eles demoram, tem parte 1, parte 2, etc. São dezenas de horas de um jogo aparentemente muito bom. Mas se isso ainda te deixa na dúvida, esperem pois essa foi somente a nossa prévia do jogo, a gente ainda vai jogar mais dele e trazer pra vocês com pontuação final e tudo mais.

Essa foi a nossa prévia de “The Great Ace Attorney: Chronicles”, novamente queremos agradecer à Capcom pela cópia de prévia confiada.

Neto Verneque
O corpo do Mario. A sociabilidade do Link. A fome do Kirby. E tão vencedor na vida quanto o Ash Ketchum.